sexta-feira, abril 08, 2005

Morte

Ao amigo chefe António Silva, que vive no seio da sua família, momentos negros e difíceis, receba o meu abraço de amizade, compreensão e os mais sentidos pêsames.



Caro amigo, as vitórias são conquistadas com o esforço diário e dos piores momentos... resultam sempre as mais saborosas vitórias...
Não desista, ÂNIMO!!!

Um grande abraço,

Manuel Araújo

sexta-feira, janeiro 07, 2005

domingo, dezembro 05, 2004

UHF em Amares - apresentam novos trabalhos



(Foto: Carlos Silva)



Antecedendo mais uma actuação, com casa cheia na discoteca Lagar´s, a mais antiga banda de Rock portuguesa, banqueteou-se num conhecido restaurante cá do burgo, após o qual, deu a conhecer à comunicação social o seu novo single.



— "Matas-me com o teu olhar", título do tema já muito batido nas radios e muito bem aceite pela crítica e público em geral, mas que surpreendeu pela positiva, com um segundo tema, com o mesmo nome, mas em versão acústica.

Ouvi-o pela primeira vez e só me ocorrem neste momento duas palavras: extraordinário, brilhante. Vai dar que falar.







Indagados sobre novos trabalhos, surpreenderam-nos com uma foto do:



Podia Ser Natal dos UHF




Já disponível no site da banda. (http://www.uhfrock.com)



No Natal de 1995 a editora independente Dínamo lançava a colectânea “Espanta Espíritos”, onde se incluía o original “Podia Ser Natal” de António Manuel Ribeiro. Produzido por Manuel Faria (Trovante), director da editora, o tema mostrava o excelente dueto de AMR com Miguel Ângelo (Delfins).



Depois do recente convite da SIC para participarem no programa natalício “As Mais Belas Canções de Natal”, os UHF, que apresentaram esta canção com um novo arranjo, decidiram avançar para a edição de um disco de Natal que apenas poderá ser adquirido através da loja virtual deste site: http//www.uhfrock.com



Fazem companhia a “Podia Ser Natal”, os originais “Quarto 603” (1999) e “Um Homem À Porta do Céu” (2001), abrindo-se assim pela primeira vez as portas do arquivo dos UHF.



Esta é a melhor prenda para o Natal de 2004, uma prenda que oferece por cada CD vendido 1 €uro à AMI portuguesa.
Compre, reserve, pois a edição é só de 500 CDs.
http//www.uhfrock.com

domingo, outubro 03, 2004

Portugal

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eu, o autor desta "blogada" - ano 2004

sexta-feira, setembro 24, 2004

O artista

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O António "escultor" _ dá forma e "vida" à madeira e ao granito" - Ano 2004

Portugal

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Pausa na "computação" - Ano 2004

Portugal

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A "joaninha"

Portugal - 2004

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Mit "meine frau" :-)

sábado, agosto 07, 2004

Gente amiga


António Manuel Ribeiro —o "boss" dos UHF

Fernando Pessa — o decano dos Jornalistas portugueses

Quintino Vilas Boas Neto — o "pai dos santinhos de pedra de Esposende"

O Chefe António Silva

Laboratório de farmácia de um Hospital em Zurique — com o chefe Oliveira

Alice Vieira em Genebra

A Inês chefe Silva e José Cid

Carlos Ribeiro

Com o grande amigo Luís Esteves — Jornalista da Lusa em Genebra

José Miranda e Carlos Ribeiro

Excluindo o elemento central, são o mais antigo grupo de Rock português — UHF

No Casal da raposa com o "Último Trovador" — Pedro Barroso

quarta-feira, agosto 04, 2004

Poluição no Minho

Amares - Descargas poluentes no Cávado

Junto das moradias, fica situada a ETAR da discordia...

A ETAR "a céu aberto" da Ombra em Amares, põe os nervos em franja aos moradores, que não desistem e querem uma solução definitiva. "Os cheiros e os mosquitos, tem que acabar" - asseverou hoje um morador, que afirma não desistir, enquanto não forem satisfeitas as promessas feitas, pelo actual presidente da Câmara, enquanto candidato.

A cerca de 150 metros das habitações, através deste "cuidado" caminho, encontramos o tal tubo que ainda continua roto a despejar no Cávado... até quando ?

cavado-ombra.jpg

Refira-se uma vez mais, que as cidades de Braga, Barcelos, Esposende e Póvoa de Varzim e Vila do Conde, continuam a beber desta água...

Posted by as1617054 at 12:12 AM | Comentários: (0)


agosto 02, 2004


VAI UM MERGULHO ?

gordairas-terras_bouro.jpg

Foto efectuada em 07.07.2004 às 17:50, em Terras de Bouro, na freguesia de Moimenta, no ribeiro de Gordairas, que aflui no rio Homem, a cerca de 200 metros.

Posted by as1617054 at 05:06 PM | Comentários: (1)



VAI UM COPO ?

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Foto efectuada em 13.07.2004 às 15:14, em Amares, na freguesia de Ferreiros, no rio Cávado. Os tubos rotos visíveis, são provenientes da descarga da ETAR "a céu aberto", situada a cerca de 100 metros do local. Refira-se, que a cidade de Braga, Barcelos, Esposende e Póvoa de Varzim, entre outas, bebem desta água...
Posted by as1617054 at 04:37 PM | Comentários: (1)


O RIO HOMEM CONTINUA DOENTE

rio-homem.jpg

Esgotos domésticos da sede do Concelho de Terras de Bouro, vão directamente para o Rio Homem.


domingo, julho 25, 2004

UHF

uhf-joana-4_m.jpg

António Côrte-Real (UHF) com fã - Ano 2004

UHF

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O Nelson

UHF

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O António Manuel Ribeiro - o "velho patrão" dos UHF.
Força António !!!

UHF

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António Côrte Real

UHF - os mais "velhos"

uhf.jpg


Os UHF, para quem não sabe, são efectivamente, a banda Rock mais antiga de Portugal.
Não são (ainda) comendadores ;-) mas não é por isso, que deixam de ser o que são; simplesmente... os MAIORES !

Póvoa de Lanhoso - 2004

segunda-feira, janeiro 12, 2004

Morreu o mestre Quintino “pai dos santinhos de granito de Esposende”.

O escultor Quintino Vilas Boas Neto morreu ao início da madrugada do passado dia 8 de Janeiro, com 89 anos no hospital de Esposende, devido a problemas pulmonares.




Manuel Araújo


A notícia da sua morte comoveu familiares e amigos, que compareceram em grande número no seu funeral, para lhe prestarem a última homenagem.

O escultor, deixa uma vasta obra, mas dispersa, que ultrapassou fronteiras e está por toda a parte, em museus, galerias, ruas, praças, jardins, igreja e capelas e nos prédios públicos e particulares.
O artista morreu, mas a sua obra continuará viva entre nós.

No ano de 2002, a Câmara Municipal de Esposende atribuiu ao escultor Quintino Vilas Boas Neto, a Medalha de Mérito Municipal do Município, como reconhecimento dos munícipes de Esposende, à sua obra e ao seu contributo artístico da arte de trabalhar o granito na região.


Quintino Vilas Boas Neto nasceu em Esposende a 15 de Março de 1915, oriundo de uma família modesta, mas com grandes tradições no trabalho do granito. Aprendeu com o seu pai a arte do lavrar a pedra, na qual desenvolveu uma actividade económica e, essencialmente, cultural.

Descobriu bem cedo um certo talento para a criação artística, porém a necessidade de ganhar dinheiro para poder sustentar a família, fez com que o artesão se dedicasse mais aos seus compromissos profissionais nos primeiros anos de actividade.

Uns anos mais tarde, nos finais da década de sessenta, pode satisfazer a sua pretensão de criar as suas próprias esculturas. Mestre Quintino trabalhou durante muitos anos como canteiro e lavrista, ao longo dos quais saíram das suas mãos peças que continuam a embelezar e a prestigiar casas e capelas por todo o território nacional.

As primeiras peças em granito que fizeram e fazem parte da história da escultura popular no concelho, saíram das mãos do Mestre Quintino, podendo este mesmo ser apelidado o “pai dos santinhos de granito de Esposende”.

Foram homens como o Quintino Vilas Boas Neto, que o concelho de Esposende se tornou conhecido pelos sete cantos do mundo. Só com muito trabalho, dedicação, poder criativo, amor à própria terra, que a “arte popular” dos Santos em Granito é hoje em dia um dos cartões de visita da região.

Ensinou a arte aos filhos e a todos aqueles que quiseram seguir a arte de “escultores populares”, mantendo estes nos dias de hoje a tradição com novas criações.

O Mestre Quintino criou dezenas de trabalhos em granito, mármore e madeira, conforme as encomendas, como; Santos, Santas, fogões de sala, nichos, mulheres e homens nus — “fazia tudo o que me pediam, a vida era dura... cheguei a vender obras a 100 escudos, era uma autêntica miséria...”.— confessou-nos recentemente.

Aquando a sua homenagem , pleno de jovialidade, recordou os momentos áureos das entrevistas que deu a jornais e revistas e a visita a um programa televisivo, muito famoso na altura, que muitos se recordarão por certo, o “ZIP ZIP”, que tinha como apresentadores o Raul Solnado, Fialho Gouveia e o mediático Carlos Cruz.
Expôs várias vezes na costa do Estoril e na Feira Internacional de Lisboa, ainda antes do 25 de Abril. Recorda com malícia um episódio num desses certames, onde um Ministro daquele tempo o obrigou a reduzir ao tamanho do pénis de uma estátua de pedra, apenas porque este achou que “o coiso” era comprido demais; ...“ e ali mesmo tive de fazer a operação”... contou-nos com um largo sorriso de malícia.

sábado, outubro 25, 2003

Churrasqueira de Caldelas, representa a Região de Turismo do Minho em Santarém.


Manuel Araújo


O Restaurante Churrasqueira de Caldelas mudou-se temporáriamente para a casa do Campino, em Santarém, onde, desde o passado dia 14 e até ao próximo dia 2 de Novembro, decorre o Festival Nacional de Gastronomia de Santarém.
No dia do Minho, no passado domingo, a casa do Campino encheu-se, para saborear a gastronomia regional minhota, ao som do grupo de cantares “Verde Minho” de Amares.

Neste Festival, que já vai na 23ª edição, estão representadas todas a Regiões de Turismo do continente e ilhas, através de restaurantes representativos da gastronomia das respectivas regiões.

Este ano, coube ao Restaurante Churrasqueira, a honra e a responsabilidade de representar a Região de Turismo do Minho e mostrar ao país a gastronomia, ímpar deste verde jardim, que é toda a região minhota.

A equipa do Churrasqueira de Caldelas, supervisionada pelo proprietário sr. José Antunes e chefiada pelos seus dois filhos Miguel e José, tudo fizeram para prestigiar o Minho e em particular o concelho de Amares.

O chefe Silva, verdadeiro embaixador do Minho,também esteve presente e fez as honras da casa apresentando os pratos servidos e a sua confecção, à medida que iam sendo servidos.

De entre as iguarias que se poderam experimentar, destaque para o bacalhau à Caldelas com migas de vargem e também o cabritinho da serra, com arroz do forno de miúdos e grelos . Os sabores regionais servidos à sobremesa, foram entre outros o pudim de Caldelas, os formigos, as “rabanadas churrasqueira” e a laranja de Amares com mel…
Quanto aos vinhos, foram seleccionados os verdes da região, para acompanhar a refeição. Foram os tintos, o brancos e também o espumante de vinho verde, todos da casa da Tapada, que são exemplos da qualidade dos vinhos desta região minhota.

O artesanato de Amares também esteve presente. Doces de laranja, bordados, pintura e a escultura do conhecido artesão amarense Jorge Oliveira, foram muito apreciados.



Para esta deslocação a Santarém, o Restaurante Churrasqueira de Caldelas contou com o apoio logístico da Câmara Municipal de Amares.

Aconselhamos vivamente, uma deslocação a Santarém, “é só um saltinho” e através da A1 são apenas 2 horas e justifica-se a todos os minhotos e não só, pois neste certame, temos o artesanato nacional e inúmeros petiscos que a gastronomia nacional nos pode proporcionar. Vá até lá, pois o Festival Nacional da Gastronomia de Santarém, termina neste fim de semana dia 2 de Novembro de 2003.
Já agora, leve alguém consigo que guie e não beba…

quarta-feira, agosto 20, 2003

Medalha de Mérito Municipal para o escultor Quintino Vilas Boas Neto

Manuel Araújo

A Câmara Municipal de Esposende atribuiu ao escultor Quintino Vilas Boas Neto, a Medalha de Mérito Municipal do Município, como reconhecimento dos munícipes de Esposende, à sua obra e ao seu contributo artístico da arte de trabalhar o granito na região.

A entrega do galardão decorreu no dia 19 de Agosto, em Sessão Solene, no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Esposende.

O presidente da Câmara, Fernando Cepa, elogiou o trabalho desenvolvido pelo artista, agradecendo: “ao sr. Quintino Neto, o nosso reconhecimento pela sua dedicação à arte popular da pedra, e que aqui também representa todos aqueles que se dedicam a este nobre ofício".



Quintino Vilas Boas Neto nasceu em Esposende a 15 de Março de 1915, vindo de uma familia modesta, mas com grandes tradições no trabalho da pedra, de seu pai ele aprendeu a difícil arte do lavrar a pedra, ou seja o granito, trabalhando-a de tal maneira, que mais parecia estar a talhar madeira. Foi um dos grandes impulsionadores desta actividade económica e, sobretudo, cultural.

Cedo descobriu um certo talento para a criação, porém a necessidade de ganhar dinheiro para o sustento da familia não Ihe permitiam tais veleidades, sendo obrigado a cumprir compromissos profissionais nesta arte, deixando um pouco de parte a sua veia de artista.

Só muitos anos mais tarde (em finais da década de sessenta, do séc. XX poderá satisfazer esta sua pretensão de criar. Mestre Quintino deixa para trás anos como canteiro e lavrista, ao longo dos quais sairam das suas mãos peças que embelezam e prestigiam casas e capelas por esse pais fora, marcando o nome de Esposende nas muitas pedras que foi trabalhando, e dedica-se a tempo inteiro à sua “arte” - os santinhos de granito.

Na actualidade é grande a actividade ligada ao trabalho da pedra no concelho de Esposende. Muito desse trabalho é o corolário do esforço árduo e teimoso de um homem que um dia sonhou “criar a pedra”.

Indiscutivelmente foi das suas mãos que sairam as primeiras peças em granito que fizeram e fazem a história da escultura popular no concelho de Esposende, podendo mesmo ser apelidado de “pai dos santinhos de granito” de Esposende.

É neste contexto de trabalho, de criação, de divulgação do nome de Esposende além fronteiras, do amor à própria terra, que muitas vezes transferiu para as pedras que trabalhava e de dedicação a uma “arte popular” por si criada e que hoje em dia é um dos cartões de visita de Esposende que se destacou Quintino Vilas Boas Neto.

Desde sempre moldou o granito, mármore e madeira, ensinou a arte aos filhos, atrás deles um sem fim de “escultores” populares que, mantendo esta mesma linha ou com novas criações, viram no Mestre Quintino o seu percursor.
Inspirando-se em todo o género de motivos para que os seus trabalhos fossem apreciados e vendidos, encontrando-se espalhados pelo país e estrangeiro. Santos, santas, fogões de sala, nichos, mulheres e homens nús — “fazia tudo que me pediam, a vida era dura... cheguei a vender obras a 100 escudos, era uma autêntica miséria...”.— recorda tristemente.



Com 87 anos, viúvo e uma grande jovialidade, recorda os momentos áureos das entrevistas aos jornais e a visita a um programa televisivo, muito famoso na altura, que muitos se recordarão, por certo, do “ZIP ZIP”, que tinha como apresentadores o Raul Solnado, Fialho Gouveia e o Carlos Cruz.
Expôs várias vezes, na costa do Estoril e na Feira Internacional de Lisboa, ainda antes do 25 de Abril. Recorda com malícia, um episódio num desses certames, em que um Ministro da altura, que já não recorda o nome, obrigou-o a retirar ao tamanho do pénis de uma estátua de pedra de um nú, apenas por achar que “o coiso” era comprido demais; ...“ e ali mesmo tive de fazer a operação”... conta-nos com um largo e maroto sorriso.

No dia anterior à condecoração, apanhou um grande susto, sentiu-se indisposto e no leito, com o seu habitual e refinado humor, segreda aos mais próximos: “lá se vai a medalha... querem ver que vou morrer hoje?”
Ficou muito satisfeito em ter sido homenageado e espera ter saúde para continuar a dar forma a pedaços de madeira, que ainda, transforma em imagens variadas, para assim vender e equilibrar o seu próprio orçamento, já que a sua reforma é “curta”.

sexta-feira, agosto 08, 2003

“Cancros”do Rio Homem

Esgotos do Concelho de Terras de Bouro, vão directamente para o Rio Homem.



O Rio Homem continua a receber alguns dos esgotos domésticos e presumívelmente industriais, do Concelho de Terras de Bouro. Um “problema ambiental grave, um atentado à saúde pública”, afirmam populares.


Manuel Araújo


Em Pesqueiras, Terras de Bouro, junto ao local onde está instalado um colector, onde presumivelmente convergem os efluentes domésticos ou pluviais da sede do concelho e os da freguesia de Moimenta, encontra-se um tubo, uns metros mais abaixo, dissimulado pela intensa vegetação, que efectua descargas poluentes no ribeiro Gordairas, que é afluente do rio Homem.


O aspecto do leito do ribeiro, no local da descarga é desolador, pois, além de outras matérias poluentes, inerentes a um esgoto doméstico, existe também óleo negro, pesumivelmente de motor, na superfície e nas margens. O ribeiro é horrívelmente nojento, nauseabundo e com um cheiro pestilento.


Afirma um morador, o sr. João, que “não há ainda, qualquer estação de tratamento a funcionar” e que, "temos uma ETAR que está quase pronta, mas ainda não funciona por motivos burocráticos, entretanto, enquanto não resolvem o problema, vai tudo para rio”, afirma.


Outro morador, o sr. João Marques, referindo-se a um tractor cisterna, identificado como sendo da Câmara de Terras de Bouro, disse, que tinha “pena não ter no momento uma máquina fotográfica”, porque o viu “ a descarregar fossa no ribeiro de Gordairas, por baixo do Campo de Futebol, que deixou no ar um cheiro horrível, é uma vergonha” e concluiu dizendo que, “o Ministério do Ambiente devia ser conhecedor deste atentado à saúde pública”.


Ali ao lado, a cerca de duzentos metros, no local onde o ribeiro se junta ao rio Homem, crianças e adultos brincam na água despreocupados. Foi aí que encontramos uma família do sul, que viajava pela primeira vez pelo Minho e falaram connosco. Estavam deslumbrados com o Norte de Portugal, pela hospitalidade das suas gentes, pela verdura, gastronomia, sossego e quietude das águas dos rios. “Este é um local maravilhoso, é mesmo paradisíaco, mas cheira muito mal…”, lamentou o sr. Fernando, enquanto prosseguia com a leitura do seu livro.


Uns quilómetros mais abaixo do local da descarga, alguns pescadores por nós contactados, afirmaram ser frequente a alteração da cor das águas do rio Homem, que dizem ter “dias que parece leite, outros chocolate, não sei o que é, nem sei se é disso (descargas), mas agora aqui não se apanha nada” afirmou o sr. Manuel R., enquanto fazia mais um lançamento e rematava, “ mas já foi pior…”


“Águas turvas em Chamoim”


A linha de enchimento de uma conhecida marca de águas, instalada em Chamoim (Terras de Bouro), pode estar a funcionar em situação ilegal.


Esgotos, provenientes da empresa estão a fazer descargas no rio Rodas, mais conhecido por ribeiro de Pergoim, junto à ponte.


Após vários alertas de pessoas, que afirmam que a água do rio Homem, é por vezes de cor aleitada, subimos o rio e depois o ribeiro até ao local onde está instalada a empresa, afim de averiguar.


Chegamos ao local e de cima da ponte junto da fábrica, eram perfeitamente visíveis dois tubos de esgoto, que no momento da nossa chegada faziam uma descarga colorida.


O líquido despejado pelo esgoto presumivelmente poluidor, naquele momento era escasso e tinha um aspecto aleitado. Descemos de imediato ao ribeiro e recolhemos amostras do líquido, no qual podiam ser observadas em suspensão, partículas azuis e brancas.


“Aquilo queima tudo…”


“Aquilo (esgotos) queima tudo, os pescadores queixam-se de que lhe mataram os peixes e acredito, pois, quase todos os dias o rio fica branco”. Estas afirmações são de uma residente que pede o anonimato, pois “nós precisamos deles, empregam muita gente…” confidenciou.


Receio A unidade fabril está a funcionar naquele local há mais de vinte anos e emprega muitas pessoas, sendo o principal empregador daquela zona, por isso funcionários por nós contactados recusaram-se a comentar as descargas.


Por outro lado, um outro habitante daquela zona, afirmou que aquela descarga “não é perigosa”, que “é das lavagens” e também, que “no inverno nem se nota” porque “o ribeiro leva mais água” referiu.


As trutas


Opinião contrária tem o sr. João Rodrigues, pescador desportivo e conhecedor profundo do rio Homem e do ribeiro de Pergoim, que diz, que “o ribeiro de Pergoim era o principal repovoador de trutas do rio Homem.” E afirma que, “actualmente não existem trutas no ribeiro, a jusante da empresa das águas, porque desde que começaram ali a produzir as garrafas, as trutas desapareceram”. E pergunta, “ porque é, que agora só há trutas dali para cima ?”


O abaixo-assinado


O sr. João Rodrigues, disse ainda, que um grupo de pescadores, está a preparar um abaixo-assinado, com o fim de exigir das autoridades competemtes, medidas para a preservação das espécies no ribeiro de Pergoim e do rio Homem.


Caldelas não sabe o que bebe


Preocupados Os resultados da poluição estão à vista e a Delegação de Saúde de Vila Verde, desaconselhou recentemente os banhos no rio Homem, por isso, alguns moradores de Caldelas por nós inquiridos, já se manifestaram preocupados, pelo facto da captação da água que abastece as termas, ser feita no rio Homem, alguns metros a jusante do local, onde é feita a descarga da ETAR de Caldelas que acusam “nunca ter funcionado como devia”, pondo assim, em causa a salubridade da mesma.


Um dos moradores, referindo-se à água da “companhia”, perguntou: “se a água do rio, não serve para tomar banho, servirá para beber?”


Tudo sob controlo


Sobre os receios e qualidade da água que é fornecida a Caldelas, o presidente da autarquia amarense, José Barbosa, garantiu ao Praça Local que “Caldelas está parcialmente desde o mês de Maio, a ser abastecido com a água do rio Cávado”, que “ passa pela Srª. da Paz sendo depois bombeada a partir da freguesia da Torre” e o “resto do abastecimento, é feito a partir de depósitos e nascentes próprias”. Sossegou a população, garantindo que a água do Cávado“ é analisada semanalmente ou quinzenalmente na pior das hipóteses”.


A “Cimeira do rio Homem”


O edil amarense, inquirido sobre o que pensa, que irá resolver a chamada cimeira do rio Homem disse que, “ se calhar não vai resolver nada, mas, pelo menos para já, vai fazer com que os três municípios (Amares, Vila Verde e Terras de Bouro) tenham uma atitude preventiva relativa ao rio Homem“. Indagado sobre qual dos três municípios era o mais poluidor, foi peremptório em afirmar, “não é Amares que mais contribui para a poluição do Homem“.


“As borbulhas”


Algumas crianças da freguesia da Torre, após banhos no rio Homem, na praia fluvial, notaram o aparecimento de “borbulhas no corpo”. “É da porcaria da água…” afirma uma mãe, que não tinha conhecimento, da recomendação do Centro de Saúde de Vila Verde.


A ETAR


Disse ainda, que na ETAR de Caldelas “foi introduzido equipamento, que lhe permite trabalhar regularmente”. Acrescenta, que os cheiros que se fazem sentir nas imediações, devem-se ao “lixo que é retirado dos tanques, e ali fica a aguardar transporte” o que “deveria ser diáriamente, mas não é”. Refere ainda, que a autarquia deverá “adquirir um camião próprio para esse efeito” pois, “transportar lamas por estrada é complicado” concluiu.


Agosto 2003

Mais fotos em: http://earth.prohosting.com/farrusca/

segunda-feira, agosto 04, 2003

“Cancros”do Rio Homem



“Cancros”do Rio Homem


Esgotos do Concelho de Terras de Bouro, vão directamente para o Rio Homem. 

O Rio Homem continua a receber alguns dos esgotos domésticos e presumivelmente industriais, do Concelho de Terras de Bouro. Um “problema ambiental grave, um atentado à saúde pública”, afirmam populares. 

Manuel Araújo 


Em Pesqueiras, Terras de Bouro, junto ao local onde está instalado um colector, onde presumivelmente convergem os efluentes domésticos ou pluviais da sede do concelho e os da freguesia de Moimenta, encontra-se um tubo, uns metros mais abaixo, dissimulado pela intensa vegetação, que efectua descargas poluentes no ribeiro Gordairas, que é afluente do rio Homem. O aspecto do leito do ribeiro, no local da descarga é desolador, pois, além de outras matérias poluentes, inerentes a um esgoto doméstico, existe também óleo negro, pesumivelmente de motor, na superfície e nas margens. O ribeiro é horrivelmente nojento, nauseabundo e com um cheiro pestilento.

Afirma um morador, o sr. João, que “não há ainda, qualquer estação de tratamento a funcionar” e que, "temos uma ETAR que está quase pronta, mas ainda não funciona por motivos burocráticos, entretanto, enquanto não resolvem o problema, vai tudo para rio”, afirma.

Outro morador, o sr. João Marques, referindo-se a um tractor cisterna, identificado como sendo da Câmara de Terras de Bouro, disse, que tinha “pena não ter no momento uma máquina fotográfica”, porque o viu “ a descarregar fossa no ribeiro de Gordairas, por baixo do Campo de Futebol, que deixou no ar um cheiro horrível, é uma vergonha” e concluiu dizendo que, “o Ministério do Ambiente devia ser conhecedor deste atentado à saúde pública”.

Ali ao lado, a cerca de duzentos metros, no local onde o ribeiro se junta ao rio Homem, crianças e adultos brincam na água despreocupados.

Foi aí que encontramos uma família do sul, que viajava pela primeira vez pelo Minho e falaram connosco. Estavam deslumbrados com o Norte de Portugal, pela hospitalidade das suas gentes, pela verdura, gastronomia, sossego e quietude das águas dos rios. “Este é um local maravilhoso, é mesmo paradisíaco, mas cheira muito mal…”, lamentou o sr. Fernando, enquanto prosseguia com a leitura do seu livro.

Uns quilómetros mais abaixo do local da descarga, alguns pescadores por nós contactados, afirmaram ser frequente a alteração da cor das águas do rio Homem, que dizem ter “dias que parece leite, outros chocolate, não sei o que é, nem sei se é disso (descargas), mas agora aqui não se apanha nada” afirmou o sr. Manuel R., enquanto fazia mais um lançamento e rematava, “ mas já foi pior…” 

“Águas turvas em Chamoim”


A linha de enchimento de uma conhecida marca de águas, instalada em Chamoim (Terras de Bouro), pode estar a funcionar em situação ilegal.

Esgotos, provenientes da empresa estão a fazer descargas no rio Rodas, mais conhecido por ribeiro de Pergoim, junto à ponte. Após vários alertas de pessoas, que afirmam que a água do rio Homem, é por vezes de cor aleitada, subimos o rio e depois o ribeiro até ao local onde está instalada a empresa, afim de averiguar. Chegamos ao local e de cima da ponte junto da fábrica, eram perfeitamente visíveis dois tubos de esgoto, que no momento da nossa chegada faziam uma descarga colorida. O líquido despejado pelo esgoto presumivelmente poluidor, naquele momento era escasso e tinha um aspecto aleitado. Descemos de imediato ao ribeiro e recolhemos amostras do líquido, no qual podiam ser observadas em suspensão, partículas azuis e brancas.  

“Aquilo queima tudo…”


“Aquilo (esgotos) queima tudo, os pescadores queixam-se de que lhe mataram os peixes e acredito, pois, quase todos os dias o rio fica branco”. Estas afirmações são de uma residente que pede o anonimato, pois “nós precisamos deles, empregam muita gente…” confidenciou.

ReceioA unidade fabril está a funcionar naquele local há mais de vinte anos e emprega muitas pessoas, sendo o principal empregador daquela zona, por isso funcionários por nós contactados recusaram-se a comentar as descargas. Por outro lado, um outro habitante daquela zona, afirmou que aquela descarga “não é perigosa”, que “é das lavagens” e também, que “no inverno nem se nota” porque “o ribeiro leva mais água” referiu.

As trutasOpinião contrária tem o sr. João Rodrigues, pescador desportivo e conhecedor profundo do rio Homem e do ribeiro de Pergoim, que diz, que “o ribeiro de Pergoim era o principal repovoador de trutas do rio Homem.” E afirma que, “actualmente não existem trutas no ribeiro, a jusante da empresa das águas, porque desde que começaram ali a produzir as garrafas, as trutas desapareceram”. E pergunta, “ porque é, que agora só há trutas dali para cima ?”

O abaixo-assinado

O sr. João Rodrigues, disse ainda, que um grupo de pescadores, está a preparar um abaixo-assinado, com o fim de exigir das autoridades competemtes, medidas para a preservação das espécies no ribeiro de Pergoim e do rio Homem.

Caldelas não sabe o que bebe

Os resultados da poluição estão à vista e a Delegação de Saúde de Vila Verde, desaconselhou recentemente os banhos no rio Homem, por isso, alguns moradores de Caldelas por nós inquiridos, já se manifestaram preocupados, pelo facto da captação da água que abastece as termas, ser feita no rio Homem, alguns metros a jusante do local, onde é feita a descarga da ETAR de Caldelas que acusam “nunca ter funcionado como devia”, pondo assim, em causa a salubridade da mesma.

Um dos moradores, referindo-se à água da “companhia”, perguntou: “se a água do rio, não serve para tomar banho, servirá para beber?”

“As borbulhas”


Algumas crianças da freguesia da Torre, após banhos no rio Homem, na praia fluvial, notaram o aparecimento de “borbulhas no corpo”. “É da porcaria da água…” afirma uma mãe, que não tinha conhecimento, da recomendação do Centro de Saúde de Vila Verde.

Tudo sob controlo

Sobre os receios e qualidade da água que é fornecida a Caldelas, o presidente da autarquia amarense, José Barbosa, garantiu-nos que “Caldelas está parcialmente desde o mês de Maio, a ser abastecida com a água do rio Cávado”, que “ passa pela Srª. da Paz sendo depois bombeada a partir da freguesia da Torre” e o “resto do abastecimento, é feito a partir de depósitos e nascentes próprias”.

Sossegou a população, garantindo que a água do Cávado“ é analisada semanalmente ou quinzenalmente na pior das hipóteses”. 

A “Cimeira do rio Homem”


O edil amarense, inquirido sobre o que pensa, que irá resolver a chamada cimeira do rio Homem disse que, “ se calhar não vai resolver nada, mas, pelo menos para já, vai fazer com que os três municípios (Amares, Vila Verde e Terras de Bouro) tenham uma atitude preventiva relativa ao rio Homem“.

Indagado sobre qual dos três municípios era o mais poluidor, foi peremptório em afirmar, “não é Amares que mais contribui para a poluição do Homem“. 

A ETAR

Disse ainda, que na ETAR de Caldelas “foi introduzido equipamento, que lhe permite trabalhar regularmente” e acrescenta, que os cheiros que se fazem sentir nas imediações, devem-se ao “lixo que é retirado dos tanques, e ali fica a aguardar transporte” o que “deveria ser diáriamente, mas não é”.

Refere ainda, que a autarquia deverá “adquirir um camião próprio para esse efeito” pois, “transportar lamas por estrada é complicado” concluiu.

Agosto 2003

Manuel Araújo
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