sexta-feira, outubro 07, 2005

Exemplo de "poupança" de água em Amares


Ao contrário de todas as campanhas de sensibilização, que apelam para a poupança do precioso líquido, aqui, desde à semanas, (meses?) a água corre livremente desta torneira, "artisticamente ornamentada” com fita adesiva e pontas de fio eléctrico.


Isto é no WC, de uma instituição pública e nobre, na sede do Concelho de Amares.

É caso para dizer:
Mete Engulho !

Manuel Araújo

terça-feira, outubro 04, 2005

Choque frontal em Palmeira




Uma colisão frontal entre dois automóveis de mercadorias em Palmeira, causou três feridos ligeiros, revelou fonte da GNR.

O acidente ocorreu cerca das 13:30 horas, tendo os feridos sido transportados ao Hospital de Braga.

Devido ao acidente, o trânsito esteve condicionado, mas a via não chegou a ser cortada ao trânsito.

Manuel Araújo

segunda-feira, outubro 03, 2005

“O património artístico vai cair de podre”


Escultor Jorge Oliveira, lamenta falta de apoios e incentivos aos poucos que ainda sabem restaurar arte

Jorge Oliveira, é um escultor com uma ampla obra de qualidade reconhecida. Dedica-se essencialmente à arte sacra e assume-se como um autodidacta. Natural de Braga, tem 35 anos é casado e reside em Amares desde 1987. É reconhecido em praticamente todo o país, mas é um quase desconhecido na sua região. Quanto à escultura em Portugal, lamenta a falta de apoios e alerta que Portugal corre o risco de perder todo o seu imenso património, por falta de capacidade para restauro. — "As nossas igrejas e catedrais, um dia, serão betão armado com uns desenhos, porque a talha vai cair de podre e não vai haver quem a restaure” — avisa.

Como é que tudo começou e porquê a escultura ?

Iniciei-me na escultura por intuição e interesse pela arte, mas também foi por necessidade. Aos nove anos fiquei órfão de pai, éramos sete irmãos e comecei a trabalhar como aprendiz de entalhador. Aos quinze anos a talha já não me dizia nada. Então comecei por fazer umas peças ao fim de semana, e com o tempo notei que as minhas peças tinham aceitação e eram já cobiçadas por muita gente, aí convenci-me que tinha algum talento e dediquei-me cem por cento à escultura.

Qual a sua relação, e o que é para si a escultura?

Para mim a arte é o meu segundo casamento, a minha segunda paixão, não posso viver sem ela.

Qual a importância da tecnologia na escultura?

A tecnologia no meu atelier ainda não chegou, é tudo manual. Quando entra a tecnologia na escultura, já é uma indústria. Eu sou um escultor 100% artesanal.

Considera o seu trabalho objectos de arte ou de consumo?

A escultura não é um bem de primeira necessidade. O meu trabalho é arte.

Ao longo da sua vida tem executado inúmeras obras, desde a gravura manual, a escultura e também o desenho, qual delas lhe dá mais prazer?
Sim é verdade, faço tudo isso. Mas, o que me dá mais prazer, são as obras que idealizo e concebo desde o esquiço no papel à escultura final.

O que acha do estado actual da escultura portuguesa, são apoiados por alguma entidade?
Não, infelizmente não somos apoiados por ninguém. Estamos num país onde nós passamos ao lado. Temos um imenso património, uma riqueza incalculável e um dia quando chegar o dia de deitar a mão a esse património, não vai haver ninguém com conhecimentos. Creio que as nossas igrejas e catedrais, um dia será betão armados com uns desenhos, porque a talha vai cair de podre e não vai haver quem a restaure.

O Jorge Oliveira é conhecido e reconhecido, praticamente de norte a sul do nosso país, mas na sua terra parece que nem tanto. É verdade que os “santos do pé da porta não fazem milagres”?, porquê.

Exactamente, isso é uma realidade. É uma afirmação um pouco dura, mas sou capaz de afirmar que sou mais conhecido em Barcelona, ou do Porto para sul, do que na minha própria terra. É frustrante.

A Arte de esculpir tem futuro ?

Eu quero acreditar que sim e luto para que isso aconteça.


Que sentiu, quando o Eng. Mesquita Machado, numa recente apresentação, de um seu trabalho em Braga, lhe dirigiu honrosos e rasgados elogios ?

Senti um arrepio enorme, fiquei até sem palavras e ao mesmo tempo, reforçou a minha grande vontade de continuar com esta arte.

Manuel Araújo
araújo@swissinfo.org

in Terras do Homem


domingo, outubro 02, 2005

Navarra reforça identidade com símbolos heráldicos

Navarra é uma freguesia situada a norte do concelho de Braga, com 2,24 km de área, 454 habitantes e uma densidade populacional de 202,7 habitantes/km. A agricultura foi a principal fonte de riqueza desta população, nos tempos mais remotos, hoje, outras actividades ajudam a suportar a economia da freguesia, particularmente a industria e o sector terciário. Mas, na agricultura, a produção vinícola e o cultivo do milho, é ainda hoje, o sustento de algumas famílias. No enquadramento histórico do processo de heráldica da Freguesia de Navarra, perde-se no tempo, a fundação desta freguesia bracarense. Embora sejam escassos os seus dados históricos, sabe se por exemplo, que a antiga localidade de S. Lourenço de Navarra foi, durante mais de um século, uma vigararia anexa à abadia de Crespos. Em 1757, ambas as localidades possuíam 123 fogos.


Foi no passado dia 2 de Outubro, que os habitantes da freguesia de Navarra, viram pela primeira vez, os Símbolos Heráldicos da Freguesia de Navarra.
Foi uma cerimónia simples, levada a cabo pelo Presidente da Junta de Freguesia de Navarra, Sr. Francisco Oliveira, pelo Presidente da Assembleia Municipal, Sr. José António e demais executivo, que fizeram questão em afirmar, de que “não se trata de uma inauguração, mas sim da apresentação, de uma obra só agora finalizada”.
Também o pároco da freguesia e o Presidente da Câmara Municipal de Braga, Eng. Mesquita Machado, estiveram presentes.

A nova bandeira de Navarra foi içada, depois de uma cerimónia de bênção e da explicação da heráldica escolhida, pelo Sr. José António, Presidente da Assembleia Municipal;


OS SÍMBOLOS HERÁLDICOS
O Brasão, é o conjunto de elementos simbólicos, representativos da Freguesia, que teve parecer favorável da Comissão Heráldica da Associação dos Arqueólogos Portugueses, nos termos da Lei 53/91 de 7 de Agosto, assim ordenados:

• Uma coroa mural de prata de três torres.
• Grelha a negro grelha que surge em representação do santo padroeiro da Freguesia S. Lourenço.
• O cacho de uvas de púrpura, folhado e gavinhado de verde – simbolizando a agricultura que foi a principal fonte de riqueza da população, nos tempos mais antigos.
• A faixa ondulada de azul e prata representa o rio Cávado que banha a Freguesia.
• E por fim, um listel branco, com a legenda: NAVARRA.



Durante a cerimónia, foi apresentado um brasão em madeira de castanho, esculpido pelo artista amarense, Jorge Oliveira, obra, apresentada pelo Eng. Mesquita Machado, tendo o jovem artista, sido alvo de honrosos aplausos e rasgados elogios da generalidade dos presentes, levando o Eng. Mesquita Machado a afirmar, “tudo fazer” para que “esta arte não desapareça”, e que terá “todo o apoio” da sua parte.
No que se refere às lacunas da freguesia (saneamento e pavimentos), promete empenhar-se, e apoiar o executivo, na sua execução.


No final desta parte protocolar, todos os que aderiram a esta cerimónia, puderam participar num fausto aperitivo.

Manuel Araújo

terça-feira, setembro 27, 2005

Acidente em Amares fez um morto e três feridos

Acidente em Amares fez um morto e três feridos

Um morto e três feridos, um dos quais com gravidade, foi o resultado de um violento acidente ocorrido hoje perto do meio dia, em Amares.

No acidente estiveram envolvidas duas viaturas, uma carrinha dos CTT e um veículo ligeiro onde seguiam três pessoas, uma teve de ser desencarcerada.

A cena do acidente. passou-se num cruzamento, junto a um Parque Industrial, onde a sinalização é inexistente. Outros acidentes já alí tiveram lugar, mas felizmente sem vítimas mortais.





Manuel Araújo


sábado, setembro 17, 2005

Constituição de Associação dos Amigos dos Animais de Amares em estudo

Está elaborado, o Estatuto da Associação dos Amigos dos Animais de Amares, e pronto para ser discutido e aprovado.

Só assim, podermos ser constituídos legalmente como Associação para poder fiscalizar o exacto cumprimento das leis e regulamentos que proíbem e punem os maus tratos aos animais solicitando, para esse efeito, das autoridades superiores policiais, ou quaisquer outras, o auxílio que seja necessário.

A Associação de Amigos dos Animais de Amares será uma associação sem fins lucrativos, e terá como objectivo a defesa e protecção dos animais abandonados e maltratados.

O seu objectivo é melhorar por todas as formas ao seu alcance, as condições de vida dos animais, empregando entre outros, os seguintes meios:

- Solicitar das autoridades a adopção de todas as medidas que visem impedir e reprimir tudo quanto represente crueldade para com os animais;

- Fiscalizar o exacto cumprimento das leis e regulamentos que proíbem e punem os maus tratos a animais solicitando, para esse efeito, das autoridades superiores policiais, ou quaisquer outras, o auxílio que seja necessário;

- Exercer os direitos de parte principal ou de assistente dos sócios em quaisquer processes jurídicos respeitantes a animais;

- Instituir e manter serviços de assistência permanente aos animais;

- Contrariar por todos os meios legais a realização de espectáculos, exibições ou actos em que manifestamente se verifique a prática de crueldades ou violências desnecessárias aos animais;

- Realizar a propaganda dos fins e objectivos da Associação através dos meios de comunicação social locais ou por qualquer outros processos;

- Apresentar a consideração das Autoridades Administrativas, projectos ou pareceres julgados de interesse para a causa zoófila e bem assim promover ou auxiliar a realização de congressos de instituições congéneres e de beneficência onde possam ser tratados assuntos de reconhecido valor para a missão a que se consagra;

- Exercer a protecção directa ou indirecta aos animais por todos os demais meios ao seu alcance e dispor, a fim de cumprir cabalmente os seus fins.

Diga-nos o que pensa sobre esta acção.

Se está de acordo e se pretende aderir ao Grupo de Amigos dos Animais, deixe o seu contacto.

A sua colaboração é importante, é necessário contituir-nos jurídicamente, por isso, junte-se a nós e traga mais um amigo.


Associação de Amigos dos Animais de Amares

quarta-feira, setembro 07, 2005

APELO Canino


Recebi este email e senti uma estranha emoção, porque isto é real, ainda existem pessoas que abandonam os seus melhores amigos. Estamos no período de verão... e actos egoístas, e irracionais acontecem com frequência. Por favor, não transformem em problema a fiel companhia dos vossos melhores amigos; Solicito-vos que abram a consciência dos ignorantes... para assim podermos acabar com os maus tratos aos animais, especialmente com o abandono . Leia o Diário de um Cão, é forte, aliás, muito forte... e infelizmente muito verdadeiro...


O DIÁRIO DE UM CÃO


1ª Semana
Hoje completei uma semana de vida. Que alegria ter chegado a este mundo!
1 Mês
A Minha mãe cuida muito bem de mim; É uma mãe exemplar.
2 Meses
Hoje separaram-me da minha mãe. Ela estava muito irrequieta e, com seu olhar, disse-me adeus. Espero que a minha nova “família humana” cuide tão bem de mim como ela o fez.
4 Meses
Cresci rápido, tudo me chama a atenção. Há várias crianças na casa e para mim são c omo “irmãozinhos. Somos muito brincalhões, eles puxam-me o rabo e eu mordo-os na brincadeira
5 Meses
Hoje deram-me uma bronca .A minha dona ficou incomodada porque fiz xixi dentro de casa, mas nunca me haviam ensinado onde deveria fazê-lo. Além do que, durmo no hall de entrada. Não deu para aguentar...
8 Meses
Sou um cão feliz, tenho o calor de um lar; sinto-me tão seguro, tão protegido. Acho que a minha família humana me ama e me dá muitas coisas.
O pátio é todinho para mim e, às vezes, excedo-me, cavando na terra como meus antepassados, os lobos quando escondiam a comida; Nunca me educam... Deve ser correcto tudo o que faço.
12 Meses
Hoje completo um ano. Sou um cão adulto, os meus donos dizem que cresci mais do que eles esperavam. Que orgulho devem ter de mim.
13 Meses
Hoje acorrentaram-me e fico quase sem poder movimentar-me até onde tem raio de sol ou quando quero alguma sombra. Dizem que vão me observar e que sou um ingrato. Não compreendo nada do que está a acontecer.
15 Meses
Já nada é igual... moro na varanda. Sinto-me muito só. A Minha família já não me quer! Às vezes esquecem-se que tenho fome e sede. Quando chove, não tenho tecto que me abrigue.
16 Meses
Hoje tiraram-me da varanda. Estou certo de que a minha família me perdoou. Eu fiquei tão contente que pulava com gosto. O meu rabo parecia um ventilador. Além disso, vão levar-me a passear. Dirigimo-nos para a estrada e, de repente, pararam o automóvel. Abriram a porta e eu desci feliz, pensando que passaríamos o nosso dia no campo. Não compreendo porque fecharam a porta e se foram “Ouçam, esperem” Ladrei... esqueceram-se de mim. Corri atrás do carro com todas as minhas forças. A minha angústia crescia ao perceber que quase perdia o fôlego. Eles não paravam. Haviam-me esquecido!
17 Meses
Procurei em vão achar o caminho de volta ao lar. Estou só e sinto-me perdido! No meu caminho existem pessoas de bom coração que me olham com tristeza me dão algum alimento. Eu agradeço-lhes com o meu olhar, desde o fundo da minha alma. Eu gostaria que me adoptassem: seria leal como ninguém, Mas apenas dizem: “pobre cãozinho, deve ter-se perdido.
18 Meses
Um dia destes, passei perto de uma escola e vi muitas crianças e jovens como os meus “irmãozinhos” aproximei-me e um grupo deles, rindo; atirou-me uma chuva de pedras “para ver quem tinha melhor pontaria. Uma dessas pedras, feriu-me o olho e desde então, não vejo com ele.
19 Meses
Parece mentira. Quando estava mais bonito, tinham compaixão de mim. Já estou muito fraco; meu aspecto mudou. Perdi o meu olho e as pessoas mostram-me a vassoura quando pretendo deitar-me numa pequena sombra.
20 Meses
Quase não posso mexer-me. Hoje, ao tentar atravessar a rua por onde passam os carros, um acertou-me. Eu estava no lugar seguro chamado “calçada “, mas nunca esquecerei o olhar de satisfação do condutor, que até se vangloriou por acertar-me. Oxalá me tivesse matado! Mas só me deslocou as patas traseiras. A dor é terrível! As minhas patas traseiras não me obedecem e com dificuldade arrastei-me até a relva, na beira do caminho

Faz dez dias que estou debaixo do sol, da chuva, do frio, sem comer. Já não posso mexer-me! A dor é insuportável! Sinto-me muito mal, fiquei num lugar húmido e parece que até o meu pêlo está a cair...

Algumas pessoas passam e nem me vêem; outras dizem: “não te chegues perto”.
Já estou quase inconsciente; mas alguma força estranha me faz abrir os olhos. A doçura de sua voz fez-me reagir. “Pobre cãozinho, olha como te deixaram”, dizia uma senhora... com ela, estava um senhor de avental branco. Começou a tocar-me e disse: “Sinto muito senhora, mas este cão já não tem remédio, é melhor que pare de sofrer”. A gentil senhora, com as lágrimas rolando pelo rosto, concordou. Como pude, mexi o rabo e olhei-a, agradecendo-lhe que me ajudasse a descansar. Somente senti a picada da injecção e dormi para sempre, pensando porque tive que nascer se ninguém me queria...



Passa este e-mail a todas as pessoas puderes.
O melhor dos amigos vai agradecer...



OBRIGADO !

Constituição de Associação dos Amigos dos Animais de Amares em estudo

Está elaborado, o Estatuto da Associação dos Amigos dos Animais de Amares, e pronto para ser discutido e aprovado. Só assim, podermos ser constituídos legalmente como Associação, para poder fiscalizar o exacto cumprimento das leis e regulamentos que proíbem e punem os maus tratos aos animais solicitando, para esse efeito, das autoridades superiores policiais, ou quaisquer outras, o auxílio que seja necessário.

  • A Associação de Amigos dos Animais de Amares será uma associação sem fins lucrativos, e terá como objectivo a defesa e protecção dos animais abandonados e maltratados.


  • O seu objectivo é melhorar por todas as formas ao seu alcance, as condições de vida dos animais, empregando entre outros, os seguintes meios:


  1. - Solicitar das autoridades a adopção de todas as medidas que visem impedir e reprimir tudo quanto represente crueldade para com os animais;
  2. - Fiscalizar o exacto cumprimento das leis e regulamentos que proíbem e punem os maus tratos a animais solicitando, para esse efeito, das autoridades superiores policiais, ou quaisquer outras, o auxílio que seja necessário;
  3. - Exercer os direitos de parte principal ou de assistente dos sócios em quaisquer processes jurídicos respeitantes a animais;
  4. - Instituir e manter serviços de assistência permanente aos animais;
  5. - Contrariar por todos os meios legais a realização de espectáculos, exibições ou actos em que manifestamente se verifique a prática de crueldades ou violências desnecessárias aos animais;
  6. - Realizar a propaganda dos fins e objectivos da Associação através dos meios de comunicação social locais ou por qualquer outros processos;
  7. - Apresentar a consideração das Autoridades Administrativas, projectos ou pareceres julgados de interesse para a causa zoófila e bem assim promover ou auxiliar a realização de congressos de instituições congéneres e de beneficência onde possam ser tratados assuntos de reconhecido valor para a missão a que se consagra;
  8. - Exercer a protecção directa ou indirecta aos animais por todos os demais meios ao seu alcance e dispor, a fim de cumprir cabalmente os seus fins.



Diga-nos o que pensa sobre esta acção.

Se está de acordo e se pretende aderir, ou colaborar com o Grupo de Amigos dos Animais de Amares, deixe o seu contacto.

A sua colaboração é importante, por isso, junte-se a nós e traga mais um amigo.


Associação de Amigos dos Animais de Amares

Email: aaaa@oniduo.pt

sexta-feira, setembro 02, 2005

Apelo

“Ajudem-me, quero voltar a viver”.

O Adriano, é um jovem, proveniente de uma humilde mas honrada família de Barcelos.
Entrou muito novo no mundo da ilusão da droga, pela mão de “amigos” que o convidaram a experimentar a “inofensiva erva”, os anos passaram, as doses foram aumentando e hoje, após ter passado por todas as drogas, a heroína já é “leve”.

O Adriano, hoje com 32 anos, está cansado da vida auto-exclusão a que foi votado.
Está revoltado e arrependido de todas os erros cometidos. Quer pedir perdão ao amigos, familiares, conhecidos e desconhecidos, quer redimir-se. - “ Não posso continuar assim!” - Garante com voz firme.

O Adriano afirma-se convicto, que chegou a uma fase, em que só vê dois caminhos a seguir:
1. A mão amiga de alguém, que o encaminhe para um “centro de reabilitação” – “ou mesmo uma prisão”, porque ele está disposto a “sofrer o que for preciso, para sair deste inferno”. E implora: “metam-me onde quiserem, mas ajudem-me!
2. O segundo caminho, é o da morte, - “ prefiro morrer a continuar assim”, - “não aguento mais, o ter de roubar para o vício diário, dormir ao relento, comer restos dos contentores, viver na imundice, enganar os amigos e familiares, o não poder ter uma vida normal, um emprego e o mais importante de tudo, não ter uma família”. “Pode ser, que ainda vá a tempo e me perdoem...” - Declara cabisbaixo e com a voz turvada pela emoção, com uma lágrima que teima correr-lhe pelo rosto.

A história do Adriano, infelizmente, é comum a milhares de portugueses, que diariamente lutam para obter a dose diária e se resignam, sofrem e morrem no silêncio e anonimato. Os que morrem são apenas mais um número para as estatísticas. Nada mais.
Mas o Adriano, decidiu não ser igual a todos os outros, não se resigna, quer lutar, sofrer se for preciso e quer provar a todos, que ainda é possível mudar a vida.
Para o demonstrar, fez já análises clínicas, que orgulhosamente ostenta, onde, nenhuma doença comum a toxicodependentes lhe é diagnosticada. – “Estou limpo, ajudem-me, quero voltar a viver”.

Manuel Araújo
araujo@swissinfo.org

“Já temos que cortar na comida e nos medicamentos”

Família de deficientes, vive dias de amargura
















O sr. Américo Xavier, septuagenário, mora numa casa arrendada, nos arredores da cidade de Braga. Juntamente com a sua esposa da mesma idade, vive também uma filha.
À primeira vista, uma família como tantas outras, não fossem uma série de factores, que nos levam a pensar o contrário;



A esposa do Sr. Xavier, tem paralisia cerebral e um sem fim de complicações. Está paralisada e prostrada no seu leito e necessita de todos os cuidados, desde a alimentação, higiene e controle da doença.

A filha que vive com eles, de bom grado faria tudo pela mãe, mas não a pode ajudar muito, porque sofre de deficiência física congénita, a qual, não lhe permite “dar as voltas que gostaria”, porque “ela é muito pesada, é um peso morto” e “nós não temos força”, nem dinheiro para pagar a quem nos ajude.

Triste, desanimado e cabisbaixo, o Sr. Xavier conta-nos, que já solicitou ajuda a várias instituições e sistematicamente, todas lhe tem negado o apoio. - “ estou farto de pedir...” – lamenta-se.

Indagado sobre o motivo das recusas, respondeu-nos, que não sabe qual o motivo. Afirma que são doentes, não são “ricos” e vivem da reforma, que é “cada vez mais curta”.

Mas, afirma que não vai desistir dos seus direitos e uma vez mais, esta semana voltou a pedir ajuda aos serviços Sociais. “ Vamos lá ver o que isto vai dar...”

A casa onde vivem “está a necessitar de obras”, porque no Inverno “a água escorre pelas paredes e atravessa o soalho”, é impossível respirar, por causa da humidade.

“Bem gostaria de fazer aqui umas reparações”, mas “também não temos dinheiro”.¬— Lamenta.

O sr Xavier, é pai de oito filhos, a maioria dos quais, já lhes “perdeu o rasto” e talvez já “não queiram saber de nós, mas, os que nos querem ajudar, esses não tem posses”.

A família está no limite do desespero, porque o dinheiro da reforma já não chega, por isso, afirma que já tem - “que cortar na comida e outras vezes nos medicamentos”



Já cansado, sem muitas esperanças, em tom pesaroso e com uma certa raiva, desabafa – “que raio, ao menos que nos paguem as fraldas...”


© Manuel Araújo

araujo@swissinfo.org

sexta-feira, agosto 26, 2005

No próximo ano, nova tragédia está garantida

Todos os anos, dantescas cenas se repetem por todo o país.
Até ao dia de hoje, eram já, cerca de 200 mil hectares de matas e dezenas de casas queimadas.

São milhões de euros de prejuízos. É o gado, a caça dizimada e as culturas destruídas. São inúmeras, as espécies florestais únicas, aniquiladas pelas chamas. São famílias que ficaram, de um momento para o outro sem nada. Mas, pior que tudo isto, são já as muitas vidas que se tem perdido.

E, todos os anos é a mesma coisa.... As desculpas, são também as mesmas; “É o clima, as altas temperaturas e os incendiários inimputáveis”.

É triste... e já cansa de ouvir sempre o mesmo e no próximo ano, se não forem tomadas medidas sérias, corajosas e eficazes, e os culpados não forem severamente punidos, nova tragédia está garantida...


VIANA DO CASTELO: Moradores, observam o incêndio que lavrou durante vários dias, na encosta do monte de Stª Luzia. antes de serem evacuados. Só no distrito de Viana do Castelo, 70% da sua floresta, foi destruida pelo fogo

O último trovador

PEDRO BARROSO




Pedro Barroso nasceu em Lisboa em 1950, mas vive desde os primeiros meses da sua vida em Riachos, uma pacata e simpática vila ribatejana.

Pedro Barroso, nos seus espectáculos, canta-nos os seus temas de sempre - a mulher, o mar, a natureza, os tipos humanos, a solidariedade, o amor e a portugalidade... em suma, espectáculos cultos, dignos, fortes e emotivos, com uma relação muito especial com a assistência.

Encontrámo-lo por aí, num dos muitos concertos de verão, ou “encontros de amigos” como ele gosta de lhe chamar. Foi em Terras de Bouro no Minho, onde teve uma recepção apoteótica, numa praça cheia, de uma assistência atenta e conhecedora da sua obra, que vibrava, a cada acorde da sua guitarra.



Manuel Araújo (*)




O que pensa do actual panorama da música portuguesa ?


Os artistas não são seguramente menos importantes que os médicos, ou os políticos, para a construção do conceito de País. Se considerarmos a projecção do acto cultural no meio nacional, acharemos até que o Artista se substitui muitas vezes ao Estado em acções que, embora de âmbito profissional, são inequivocamente pedagógicas, educativas e divulgadoras de cultura.
Em muitas aldeias, por vezes, se não fosse a Festa Anual, paga do bolso dos próprios habitantes, não haveria outra oportunidade de ver espectáculo, cantores, músicos, instrumentos musicais, teatro, numa palavra - Festa. E as referências culturais seriam seguramente menores.

Depreende-se das suas palavras, que a situação não é das melhores.

Em Portugal, a situação tem vindo a degenerar-se, em termos de auto-estima nacional. As embaixadas e visitas de estado, levam empresários e poucos, raros e sempre os mesmos artistas.

Explique melhor...

O Manifesto incluso no meu site www.pedrobarroso.com, explica mais detalhadamente, este beco de desautorização e menos auto-estima em que nos fomos enfiando, desde há uns anos a esta parte.

Porque será ?

Um enigma. Com soluções à vista, mas do foro judiciário. Tem-se tentado não investigar, mas ainda recentemente, as grandes multinacionais nos USA foram indiciadas por controle das rádios. Aqui, como habitualmente, o caso é complexo fere muitas susceptibilidades e não se avança...

E os Governos ?

Os governos proclamam solidariedade com os músicos, mas não existe classe mais descartável após os momentos apertados das eleições, em que sempre são necessários e úteis.
Em Portugal, o acesso à música é facilitado ?
O disco é cobrado com IVA como um luxo; os instrumentos musicais; o ensino da música etc. Um país culto e aberto às artes advoga uma facilitação total para que os seus filhos aprendam artes. Aqui é um esforço suplementar que os pais tem de fazer para que os seus filhos aprendam música, a retirar do orçamento familiar sem quaisquer subsídios...

Quem se ouve na rádio e televisão ?

Nas rádios passam-se invariavelmente os mesmos nomes.

Quem são ?

Sempre os mesmos não vou dizer quem - é só ouvir.... Estranho, não? Neste momento nem Zeca Afonso; nem Amália sequer. Na Antena Um, a programação é destinada ao que parece, a um target de 30 anos, música moderna, chamam-lhe. E depois, só passam discos de umas duas ou três editoras, porque será? Será que todos os restantes artistas portugueses desapareceram ou nunca existiram?

Já actuou em toda a Suíça ?

Lembro com grande saudade e muita ternura todas as deslocações á Suíça, mas até hoje, circunscrevi-me infelizmente a Zurique e Geneve. Tenho uma ligação muito forte com a Comunidade residente e fiz a inauguração do Café Literaire Fernando Pessoa . Possuo bons amigos que gostaria de rever. Alguns mandam-me prendas pessoais, palavras bonitas.

Chegou então a hora de voltar a actuar em terras helvéticas ?

Creio sim senhor que esteja na altura de voltar, para fazer o tal concerto maior, com a dignidade requerida. É tempo, dessa comunidade não se contentar com menos e fazer as coisas como deve ser - num Auditório , aberto a todos - suíços, portugueses, ou quem quer que seja... - só assim abrimos, divulgamos e dignificamos as portas da nossa cultura maior. Fico por enquanto a aguardar...


(*)Entrevista e fotos








Encontro de amigos no camarim.


Pedro Barroso

Percurso de mais de 35 anos



Em 1969 estreia-se no célebre programa Zip-Zip, dos mediáticos Carlos Cruz, Raul Solnado e do saudoso Fialho Gouveia.

Em 1970 publica o seu primeiro disco “Trova-dor” e entra na Companhia do Teatro Experimental de Cascais onde participa como actor, músico e cantor em várias peças. Produz entretanto alguns programas para Rádio e Televisão (“Musicarte”, “Tempo de ensaio”, etc.).

Embora por norma ande arredado dos grandes centros de decisão e insista em viver no campo, retirado das tertúlias tem gravado com grande regularidade, ao longo de mais de 30 anos de carreira.

Recebeu até hoje vários prémios nacionais e internacionais tais como prémio para a melhor canção de 1987 (Menina dos Olhos d’água), o Prémio Directíssimo; o Troféu Karolinka (Festival Menschen und Meer, RDA 81), diploma de mérito da Secretaria de Estado do Ambiente (88); Troféu Lusopress (Paris 93) e ainda o título de “Ribatejano Ilustre” atribuído pela Casa do Ribatejo (94).

Cantou até hoje em praticamente todo o território nacional e ainda em Espanha, França, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Alemanha, Suécia, Inglaterra, Canadá, Brasil, Hungria, Macau, Estados Unidos e Suíça.

Com a atribuição a José Saramago do prémio Nobel da Literatura em 1998, torna-se num dos muito poucos autores que com ele partilha obra publicada - canção Afrodite (in LP Água mole em pedra dura, 1978).

Continuando, com regularidade, os registos e concertos, publica em 1999 o CD “Criticamente” e em 2001 o CD “Crónicas da Violentíssima Ternura”.
No Natal de 2002 editou um CD, de seu título genérico “De viva voz” que regista ao vivo temas gravados em pontos vários nos últimos cinco anos e que, embora com a qualidade técnica permitida pelas circunstâncias, se converte num documento único de grande valor como memória de um estilo bem pessoal e da emoção vivida em palco em alguns momentos.

A par com uma fecunda discografia como autor e compositor (cerca de 30 discos editados, entre Ep’s, singles, LP’s, CD’s, Antologias várias e discos colectivos), tem publicado também poesia; “Cantos falados” em 1996, que reúne toda a sua poesia - de canção e não só, em 2003, publicou o livro “das Mulheres e do Mundo”.
Como artista plástico amador, usa o heterónimo Pedro Chora e, como tal, tem exposto desenho e escultura em várias Galerias.

Considerado como um dos últimos trovadores de uma geração de coragem que ajudou pela canção a conquistar as liberdades democráticas para Portugal, continua a constituir-se como uma alternativa sempre diferente nos seus concertos, repletos de emoção e coloquialidade.

Celebrou no ano de 2004 o seu 35º aniversario de autor poeta e compositor lançando o CD “Navegador do Futuro” da Ed. Ocarina, com actuações de norte a sul de Portugal.
Mantendo uma preferência especial pelos concertos ao vivo, neles continua evocando os seus temas de sempre - a mulher, o mar, a natureza, os tipos humanos, a solidariedade, o amor, a portugalidade...

Talvez por isso, convidar Pedro Barroso para uma actuação significa optar por um espectáculo culto, digno, forte e emotivo, com uma relação muito especial com a assistência.

quinta-feira, agosto 25, 2005

PEDRO CHORA - artista plástico

















De seu nome completo, o homem responde administrativamente como António Pedro da Silva Chora Barroso.

É, enquanto tal, autor, criador, buscador do belo e da alma das coisas.

A sua face mais conhecida é como Pedro Barroso, músico, poeta e autor-compositor. Homem de silêncios, denúncias e compromissos.

O nome Pedro Chora é o que escolheu para aparecer, sempre que se trata de exibir em qualquer parte a sua faceta de artista plástico amador.

Pintura, desenho, escultura... são hobbies que cultiva como quem levanta a cabeça do papel e dos teclados e descobre um mundo fascinante que não se descreve, apenas se respira e nos transcende.

Não pretende hostilizar ninguém na área em que é o mais humilde aprendiz de feiticeiro.

A sua arte, se alguma houver, é a de juntar música e palavras há 35 anos.

Mas, a espaços, lá vai fazendo e guardando desenhos.

Coisas que faz entre os versos.

Exorcismos sobre o Mundo. E a Mulher, seu tema de sempre.

Desenhos pré-versos, parece portanto um nome genérico bem adequado a esta exposição.

Considera que nesta área a sua maior aprendizagem foi ouvir, ver e conviver com os que sabem.

Teve um convívio íntimo especial e privilegiado com o Mestre Martins Correia, de quem foi amigo, discípulo e confidente durante muitos anos. Esse conviver com tal genialidade marcou-o para toda uma opção estética de vida.

A sua amizade com Alfredo Luz, Manuela Pinheiro, J. Mouga, António Sem, Ana Paula Jesus, José Coelho e tantos outros foi sempre, também, um modo de aprender a ver e a sonhar.

Expõe apenas de longe em longe, e gosta mais de distribuir trabalhos pelos amigos que de os expor de uma forma mais institucional. Com efeito, esta é - pelo menos em exposições a solo e a sério - a exibição mais completa dessa "faceta" e constitui, decerto, um ponto muito marcante e quase insólito na sua carreira de comunicador e de artista multifacetado.

Expôs até hoje apenas por duas vezes em Riachos em Mostras Colectivas por ocasião de duas Festas da Benção do Gado (1993 e 2000); na Galeria Municipal da Chamusca (93); na Galeria Fonte Nova em Lisboa (89).

Só agora surgem estes Desenhos pré-versos na Galeria Municipal de Abrantes (2004). Com pompa e circunstância.

Digamos que está, não obstante, representado em várias colecções particulares e que já teve um programa na RTP dedicado exclusivamente à sua faceta de escultor amador em 1993.

Nada mau para um simples...músico, cantor e poeta.

Duas palavras sobre esta exposição.

Avulta aqui a transgressão. Sem norte, nem estilo, nem escola definida.

Para que nunca esqueçam os lados mais imersos do poema, da sensualidade e do fantástico.

As coisas que, afinal, dão gozo à existência e dotam a vida de motivos e intenções.

Brincadeiras de criança grande.

A seriedade segue dentro de momentos, promete-se com devida solenidade.

Ou não.

Pedro Barroso



Obs: pedi ao Pedro Barroso para escrever este texto. Muito obrigado por isso. Eu não saberia fazê-lo.


Pedro Chora

quinta-feira, agosto 11, 2005

Agradecimento público

(caso dos invisuais, José Silva e filha Margarida - Caldelas)




Aquela imagem do pai a chorar, porque não tinha dinheiro para operar de urgência a filha, já cega de um olho e com o segundo quase cego, tocou-me profundamente.
Naquela noite, não consegui adormecer e escrevi um artigo emotivo, o qual deu os frutos já conhecidos, reconheço, que houve coisas, que correram menos bem, mas hoje, voltaria a fazer exactamente o mesmo. Era uma corrida contra o tempo, a Margarida estava prestes a cegar.

Hoje sinto-me feliz, sei que o meu alerta só por si, não resolveria nada, se não fosse a solidariedade de muitas pessoas, na maioria anónimas, de Portugal e também do estrangeiro, que prontamente aderiram ao meu apelo.

Pessoalmente, gostaria de agradecer, pela importância que tiveram para o êxito deste caso;
ao Dr. João Oliveira de Caldelas, à Câmara Municipal de Amares,
à Dra. Fátima Fernandes, ex-acessora do Governo Civil de Braga,
aos inúmeros amigos e desconhecidos, que se prontificaram a ajudar.
Margarida, Sr. Domingos Silva e Nuno Araújo da Associação de Invisuais de Braga e por último o José Silva


Por último, ao Sr. Domingos Silva, e à sua Associação de Invisuais, pelo apoio constante e persistente, dado ao Sr. José Silva e sua filha Margarida. Pois, conseguiram tirá-lo de uma depressão profunda e afastar-lhe a ideia mórbida do suicídio, que o acompanhava.

Fizeram que ele voltasse a ter auto estima, ofereceram-lhe formação profissional, e a coisa mais importante; a vontade de continuar a lutar e viver.

Como é do conhecimento geral, o dinheiro arrecadado não chegou a ser utilizado na intervenção cirúrgica.

Recordo, que a operação, foi totalmente suportada pelo Centro Oftalmológico de Coimbra e pelo seu director, Dr. Travassos.

Assim, chegou a ser equacionada a possibilidade de devolver as dádivas, mas surgiu um grande problema; a grande maioria, eram dádivas anónimas. Por esse motivo, optou-se pela compra de um apartamento para a família, que como se sabe, viviam com os avós paternos em condições precárias.

A todos, amigos, anónimos, instituições e Comunicação Social, o meu muito obrigado.

Manuel Araújo

sexta-feira, abril 08, 2005

Morte

Ao amigo chefe António Silva, que vive no seio da sua família, momentos negros e difíceis, receba o meu abraço de amizade, compreensão e os mais sentidos pêsames.



Caro amigo, as vitórias são conquistadas com o esforço diário e dos piores momentos... resultam sempre as mais saborosas vitórias...
Não desista, ÂNIMO!!!

Um grande abraço,

Manuel Araújo

sexta-feira, janeiro 07, 2005

domingo, dezembro 05, 2004

UHF em Amares - apresentam novos trabalhos



(Foto: Carlos Silva)



Antecedendo mais uma actuação, com casa cheia na discoteca Lagar´s, a mais antiga banda de Rock portuguesa, banqueteou-se num conhecido restaurante cá do burgo, após o qual, deu a conhecer à comunicação social o seu novo single.



— "Matas-me com o teu olhar", título do tema já muito batido nas radios e muito bem aceite pela crítica e público em geral, mas que surpreendeu pela positiva, com um segundo tema, com o mesmo nome, mas em versão acústica.

Ouvi-o pela primeira vez e só me ocorrem neste momento duas palavras: extraordinário, brilhante. Vai dar que falar.







Indagados sobre novos trabalhos, surpreenderam-nos com uma foto do:



Podia Ser Natal dos UHF




Já disponível no site da banda. (http://www.uhfrock.com)



No Natal de 1995 a editora independente Dínamo lançava a colectânea “Espanta Espíritos”, onde se incluía o original “Podia Ser Natal” de António Manuel Ribeiro. Produzido por Manuel Faria (Trovante), director da editora, o tema mostrava o excelente dueto de AMR com Miguel Ângelo (Delfins).



Depois do recente convite da SIC para participarem no programa natalício “As Mais Belas Canções de Natal”, os UHF, que apresentaram esta canção com um novo arranjo, decidiram avançar para a edição de um disco de Natal que apenas poderá ser adquirido através da loja virtual deste site: http//www.uhfrock.com



Fazem companhia a “Podia Ser Natal”, os originais “Quarto 603” (1999) e “Um Homem À Porta do Céu” (2001), abrindo-se assim pela primeira vez as portas do arquivo dos UHF.



Esta é a melhor prenda para o Natal de 2004, uma prenda que oferece por cada CD vendido 1 €uro à AMI portuguesa.
Compre, reserve, pois a edição é só de 500 CDs.
http//www.uhfrock.com

domingo, outubro 03, 2004

Portugal

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eu, o autor desta "blogada" - ano 2004

sexta-feira, setembro 24, 2004

O artista

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O António "escultor" _ dá forma e "vida" à madeira e ao granito" - Ano 2004