terça-feira, agosto 15, 2006

Ao Sr. Provedor da Justiça

Todos se recordarão ainda, do verdadeiro "assédio" dos comerciais Clix, que faziam contratos e imploravam que os utilizadores da PT rescindissem com a empresa, porque “tinha chegado a ZONA CLIX", onde ninguém jamais, pagaria a assinatura da "sanguessuga", ou seja do telefone.

Após ter-mos feito contrato e recebido a "Password" e o "Username" para aceder ao serviço, ZONA CLIX, verificamos que era tudo MENTIRA !

Muitas peesoas, privados e profissionais, aderiram e alguns ficaram sem telefone nem internet.

Isso aconteceu em Amares, Vila Verde e Terras de Bouro, mas creio haver outras zonas lesadas.

No Norte, o escândalo foi denunciado pelo www.terrasdohomem.com e recentemente, por outros meios de comunicação nacionais.

sabe-se que algo já aconteceu... começaram por despedir os comerciais, como se fossem apenas eles, os culpados da política agressiva da Clix. Mas, segundo o Tal & Qual, mais cabeças irão rolar...

Como sempre, foi o "elo mais fraco" ou o "mexilhão", que começou por pagar a “borrada” feita por alguém, que não quer assumir as responsabilidades.

Portugal, é criticado internacionalmente todos os anos, como sendo um país de "desvios democráticos", principalmente ao nível da Justiça. É tempo, também do Sr. Provedor da Justiça, tomar conhecimento deste verdadeiro escândalo e agir, fazer algo.

domingo, agosto 06, 2006

O Minho a arder...


Todos os anos, dantescas cenas se repetem por todo o país e todos os anos é a mesma coisa.... As desculpas, são também as mesmas; “É o clima, as altas temperaturas e os incendiários inimputáveis”. É triste e já cansa de ouvir sempre o mesmo.

De acordo com o SNBPC, “Foguetes e queimadas são causas de muitos incêndios florestais”.
Existe mesmo, um Decreto-Lei (n.º 124/2006, de 28 de Junho) que os proíbe, mas quase ninguém liga a isso. Preferem pagar as multas, porque no Minho, “não há festa sem foguetes” — dizem os festeiros.

Penso, que algo mais “radical” terá de ser feito, ou dentro de alguns anos não haverá mais floresta para arder...

Hoje pela manhã, abro a janela do meu quarto e deparo com este triste “espectáculo”...

sábado, julho 29, 2006

“Acusada de raptar a mãe” — novos dados irão ser revelados

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Sob o título, “Acusada de raptar a mãe”, foi o alerta dado pelo jornal Terras do Homem, de um caso grave de alegados maus-tratos, de contornos ainda não totalmente esclarecidos...

A empregada que cuidou da senhora antes de ser internada, vai quebrar o silêncio e quer dizer tudo, — “nem à filha, contei tudo que lá se passava...” — afirmou.

A filha, acusada de rapto pelo pai, está preocupada, pois ele visita diariamente o local onde a enferma recupera, mas — “ nunca a visita, o que é estranho...” — afirma.

A mãe recuperou e está prestes a ter alta e a Cecília teme o pior, se ela regressar a casa para junto do pai, por isso, segunda feira, vai junto do Tribunal de Amares, accionar uma Providência Cautelar, para que a mãe seja entregue à guarda da Segurança Social, em local seguro.

Este, foi um caso que apaixonou a opinião pública na região, pois —"ninguém imaginava que isto, se pudesse passar na quinta do Sr. Silva"— dizem os vizinhos.

Nas últimas horas, vários órgãos da Comunicação Social, contactaram a filha Cecília Silva e o marido, e novos dados irão ser revelados brevemente.

Na próxima na terça feira, estarão no programa da Fátima na SIC.

Manuel Araújo

sexta-feira, julho 21, 2006

O “Canil" que falta em Amares

Manuel Araújo


Escrevi aqui e não só, de que um grupo restrito de pessoas, tinha na forja a constituição de uma “Associação dos Amigos dos Animais de Amares”.
Como sendo um dos “promotores” dessa iniciativa, cumpre-me informar, que após esse impacto inicial na comunicação social, fui contactado por diversas pessoas bem intencionadas, que me deram o seu apoio moral, mas não passou disso mesmo...

Excepção feita à Associação dos Amigos dos Animais de Vila Verde, na pessoa da sua presidente Sra. Argentina, se prontificou numa fase inicial, em nos apoiar, tanto a nível burocrático, como a nível médico, disponibilizando o seu Veterinário.

Lamento, que não houvesse maior interesse e envolvimento das populações de Amares, para em conjunto, tentarmos minimizar um problema, que a todos diz respeito.

Como é do conhecimento geral, a maior quota-parte das responsabilidades, vai directamente para a Câmara Municipal e para quem a geriu durante décadas, até aos dias de hoje.

Sabe-se que as Câmaras Municipais, são obrigadas por lei, a solucionar estes problemas e a zelar pela segurança e pela saúde pública dos seus munícipes.


Aqui em Amares e também um pouco por todas as freguesias do concelho, mas em especial em Caldelas, são cada vez mais os cães abandonados, alguns com aspecto miserável e chaguento, que constituem um potencial perigo para a segurança e para saúde pública das populações.

As pessoas quando se cruzam com eles, nos passeios, na rua, na entrada de Pensões, de Talhos e Restaurantes, reagem invariavelmente. Uns cuidam-nos e alimentam-nos, outros afugentam-nos, espancam-nos, ou envenenam-nos, como se fossem os pobres animais culpados da sua má sorte.
Essas pessoas, deveriam ser denunciadas às autoridades e também à Sociedade Protectora dos Animais.

Estamos no século XXI, mas Amares em relação à preocupação com a protecção dos animais, parece estar ainda na Idade Média.

Aparentemente nada é feito, apenas durante as eleições, falam-nos, de que existem "contactos", "acordos", "protocolos" e sei lá que mais, com os municípios vizinhos, para um entendimento conjunto, com a finalidade de minimizar este "cancro", mas na realidade nada acontece.

O problema persiste e agrava-se ano após ano, pensem nisso...

quinta-feira, julho 06, 2006

O Canil que falta em Amares

O Canil que falta em Amares



Manuel Araújo


Escrevi aqui e não só, de que um grupo restrito de pessoas, tinha na forja a constituição de uma “Associação dos Amigos dos Animais de Amares”.
Como sendo um dos “promotores” dessa iniciativa, cumpre-me informar, que após esse impacto inicial na comunicação social, fui contactado por diversas pessoas bem intencionadas, que me deram o seu apoio moral, mas não passou disso mesmo...

Excepção feita à Associação dos Amigos dos Animais de Vila Verde, na pessoa da sua presidente Sra. Argentina, se prontificou numa fase inicial, em nos apoiar, tanto a nível burocrático, como a nível médico, disponibilizando o seu Veterinário.

Lamento, que não houvesse maior interesse e envolvimento das populações de Amares, para em conjunto, tentar-mos minimizar um problema, que a todos diz respeito.

Como é do conhecimento geral, a maior quota-parte das responsabilidades, vai directamente para a Câmara Municipal e para quem a geriu durante décadas, até aos dias de hoje. Sabe-se que as Câmaras Municipais, são obrigadas por lei, a solucionar estes problemas e zelar pela segurança e pela saúde pública dos seus munícipes.

Aqui em Amares e também um pouco por todas as freguesias do concelho, mas em especial em Caldelas, são cada vez mais os cães abandonados, alguns com aspecto miserável e chaguento, que constituem um potencial perigo para a segurança e para saúde pública das populações.

As pessoas quando se cruzam com eles, nos passeios, na rua, na entrada de Pensões, de Talhos e Restaurantes, reagem invariavelmente. Uns cuidam-nos e alimentam-nos, outros afugentam-nos, espancam-nos, ou envenenam-nos, como se fossem os pobres animais culpados da sua má sorte.
Essas pessoas, deveriam ser denunciadas às autoridades e também à Sociedade Protectora dos Animais.

Estamos no século XXI, mas Amares em relação à preocupação com a protecção dos animais, parece estar ainda na Idade Média.
Aparentemente nada é feito, apenas durante as eleições, falam-nos, de que existem "contactos", "acordos", "protocolos" e sei lá que mais, com os municípios vizinhos, para um entendimento conjunto, com a finalidade de minimizar este "cancro", mas na realidade nada acontece.

O problema persiste e agrava-se ano após ano, pensem nisso... cães





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sábado, julho 01, 2006

"Que se lixe... pecar é tão bom..."

No Lusitano de Zurique ...

Entre VIPs, amnésia ou Alzheimer, um “pasquim” generalista, apartidário, laico, livre e grátis, num jantar de confraternização, em que convidados dizem ir e não vão, doses nostálgicas e aventuras de loucos, existe uma Associação, que irá ser acusada pela extinção de uma espécie rara. Houve unanimidade quando foi afirmado que “tamanho não é qualidade” e, já mesmo no fim do repasto, a exclamação que ninguém esperava, mas todos concordaram: que se lixe... pecar é tão bom!

  • Manuel Araújo (1

Convidados

O Centro Lusitano de Zurique convidou algumas individualidades para um jantar de confraternização. Duas vieram de Portugal.

Orlando Dias Agudo, nosso colaborador, jornalista da RTP aposentado, de reconhecido mérito, conhecido em todo o mundo e que, além disso, escreve muito bem — inclusive poemas cantados por vários intérpretes da Lusofonia, embora poucos saibam disso — foi um dos convidados.

Pontual e religiosamente, todos os meses, ele nunca falha com as suas crónicas, “Nós por cá”, sempre atuais, lúcidas, ácidas e, por vezes, acintosas, bem ao gosto dos nossos leitores.


Amnésia ou Alzheimer?

Quanto à segunda “personalidade” (1), ninguém entende por que foi convidada. Afinal, o indivíduo não canta, não declama, não é ator, não dança, não é “marioneta”, nem “malabarista”, nem “poeta”; não tem “negócios”, nem qualidades oratórias e, tampouco, é “íntimo” de políticos ou deputados. E... “não sabe escrever”, porque se “soubesse”... bom, adiante! (2)

É acusado por “sumidades” de ser — “uma inutilidade, um amador” — opinião que humildemente e democraticamente aceita...

Nas sociedades modernas, são cada vez mais frequentes os casos de doenças neurológicas. A Suíça não foge à regra, e sabe-se que “alguns” dos nossos portugueses podem já estar a sofrer dessas maleitas. Assim sendo, aconselho vivamente os críticos “iluminados” a procurarem saber mais sobre amnésia e Alzheimer.

É uma “doença” terrível... dá para “esquecer” TUDO. É de lamentar profundamente...


O “Pasquim”

Quanto à revista, que “alguns” apelidam de “pasquim”, reconheço que poderia ser diferente, mas, dadas as circunstâncias, é o que é... E, mesmo assim, no seu género, não tem concorrentes: generalista, apartidária, laica, livre e grátis! — “boa demais para ser dada à porta das igrejas” — referiu um “expert”, enaltecendo a sua qualidade.

Creio que assim irá continuar, até que a direção entenda o contrário. O — “amador inútil” — tudo fará ao seu alcance para fazê-la crescer, difundir, valorizar, transformar e incrementar a qualidade, tanto a nível gráfico como de conteúdos.


Orelhas a arder

Foi sentida a ausência de algumas pessoas, as quais muito estimo e que estão no rol dos meus amigos, que por “motivos de força maior”, à última hora, “roeram a corda”. Acredito que naquela noite, aquelas orelhas deviam estar a arder... e muito. Bem feito!


Nostalgia

A minha curta estadia na Suíça deu ainda para rever alguns velhos amigos e amigas. Muitos ficaram ainda por visitar, mas, em alguns casos, usei o telefone para colmatar a ausência física e atenuar a saudade. São esses que, em Portugal, me fazem recordar a Suíça.

À medida que a nossa visita progredia, um sentimento estranho, nostálgico, apoderou-se de mim. Mentalmente, passei em “revista” todos os anos ali vividos: os locais, pessoas, situações, cheiros, os bons e os maus momentos das duas décadas que ali “gastei”... Gostei de rever, mais uma vez, a Suíça. Mas, muito mais, gostei de rever as pessoas.

Perdoa-me, oh Helvétia... mas Portugal é Portugal...


Aventura

Como já referi, tive o prazer de acompanhar todos os passos do meu “velho” amigo Orlando Dias Agudo.

Para ele, representou apenas mais uma visita rotineira às nossas Comunidades, mais uma viagem... mas notei que esta experiência, em Zurique, foi diversa.

Já no avião, na viagem de regresso a Lisboa, um dos temas de conversa foi a aventura da visita às quedas de Schafhausen, a “Rheinfal”, efetuada na companhia do “insano” Pedro Nogueira.

Estava uma tarde de chuva torrencial. A descida era própria para loucos: chuva, vento, pouca visibilidade, degraus escorregadios... mas lá fomos! No final da visita, demos o “braço a torcer” e admitimos que valeu a pena a “encharcadela”. Foi realmente maravilhoso, lindíssimo. Queixamo-nos de São Pedro por não ter colaborado... Sei que podíamos ter metido uma “cunhazita” na noite anterior, mas o seu “representante” já se tinha ausentado...


A extinção da espécie

Outro dos temas que não podia passar ao lado foi o — “excesso” — gastronómico dos pratos de bacalhau servidos no CLZ.

— “Aquilo foi, certamente, uma exceção” — comentámos. — “Pois, se servem sempre assim, essa Associação irá ser uma das principais culpadas pela extinção da espécie” — disse alguém sentado ao meu lado.

A abundante variedade de sobremesas, executadas com primor pelas esposas de alguns associados, estavam apetitosas, de fazer crescer água na boca. Mas não eram muito aconselháveis aos “controladores das balanças”, nem aos seguidores da “silhueta perfeita” e dos gulosos “redondinhos”.


“Tamanho não é qualidade”

Diz o povo que — “tamanho não é qualidade” — mas, aqui, no que se refere ao repasto, o provérbio falhou redondamente, pois era tudo tamanho “XXL” e uma delícia. Recomenda-se uma visita ao CLZ.


“Que se lixe... pecar é tão bom!”

Atrevo-me a dizer que, nessa noite, a Gula — “pecado” para alguns católicos — imperou, e o “pecado” foi ignorado. Fez-se da lei “tábua rasa” e, por isso, para os “gulosos”, alguns lugares estão já reservados no “inferno”.

— “Que se lixe... pecar é tão bom!” — disse alguém que me recuso a identificar...


Obrigado!

A nossa estadia em Zurique e a vossa amigável hospitalidade foram excelentes, e quero agradecer-vos.

Não houve muito tempo para falar com todos os membros da direção, nem sobre o Futebol, nem sobre o Rancho. Houveram conversas inacabadas... e a saída foi precipitada, sem despedidas. Desculpem-me.

Para terminar, uma palavra de apreço aos obreiros da cozinha, do serviço de mesa e a toda a equipa, que fizeram tudo o que lhes foi possível para bem servir.

À direção e aos seus familiares, particularmente ao Pedro Nogueira, que se “multiplica” para que o CLZ continue no rumo que considera certo, desejo-vos, tanto a título pessoal como profissional, os maiores êxitos.

Muito obrigado!


Notas:
(1) Jornalista freelancer, possuidor da Carteira Profissional de Jornalista nº 4365 e da International Press Card nº 3955.
(2) Vai tentar “aprender” e depois contar “estórias”...

 


























quinta-feira, junho 15, 2006

António Variações “produz” mais que nunca

Vinte e dois anos após a morte, continua a surpreender... mais discos, um filme e um livro



Manuel Araújo (*)


António Joaquim Rodrigues Ribeiro nasceu em Fiscal, Amares, no dia 3 de Dezembro de 1944. Morreu no dia de Santo António, 13 de Junho de 1984. Foi a primeira personalidade pública que, supostamente, morreu de SIDA em Portugal. Era filho de Deolinda de Jesus e de Jaime Ribeiro.

Passaram já 22 anos após o seu desaparecimento e ainda hoje continua a surpreender. São descobertos novos manuscritos inéditos e maquetas. Novos Cd's e um livro foram já publicados. Até um filme. António Variações - um filho das terras de Amares - reaparece no século XXI em força, de tal forma que há já quem pergunte de onde aparece agora tantos feitos.

A editora “Emi” afirma que "este vai ser o ano de Variações". Depois do enorme sucesso dos Humanos, 2006 começa com a edição de um duplo CD que é um misto de banda sonora de um filme que nunca chegou a estrear, a integral da obra de um artista único (que junta os álbuns editados, as maquetas entretanto descobertas e ainda vários temas inéditos) e de álbum conceptual como nunca foi feito em Portugal.

Em breve, segue-se o livro, pouco depois o filme. "Entre Braga e Nova Iorque" é a derradeira, justa e necessária homenagem que faltava a este "folclorista puxado para o rock" que "gostava de ficar na história, nem que seja na história de uma parede de casa de banho".

"António Variações - Entre Braga e Nova lorque" é o nome do CD duplo recentemente editado, que reúne a obra completa do músico e é também o nome do Livro da biografia de Variações, da jornalista Manuela Gonzaga.

António Manuel Ribeiro, dos UHF, privou como poucos com António Variações, mas recusa-se a alongar muito os comentários sobre as novas descobertas em torno do artista de Fiscal.

"Numa canção que gravei em 93 escrevi: “ O bom poeta / é um homem morto / tudo lhe presta / e dói-lhe pouco”. E podia ficar por aqui. Mas acrescento: todos os dias em todo o mundo se procuram soluções para vender discos. Portugal não foge á regra. Sobre o António pouco me apetece dizer. Estive lá, estive com ele, lançámo-lo, defendi-o, bebemos copos na noite de Lisboa. O que fazem agora da sua obra secundária e da sua imagem não comento. Mal vai um pais, que exuma os seus mortos para se sentir vivo", desabafou o vocalista dos UHF, num tom enigmático.

De qualquer forma, a senda de Variações parece ter pernas para andar.




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O início

Contou-nos a mãe, Deolinda de Jesus, ainda em vida, que durante os estudos primários, concluídos na escola local, ajudava nos trabalhos da terra, mas sempre que podia "escapulia-se" para todo o sítio onde houvesse uma feira, romaria ou festa. O "bichinho" da música herdara-o de seu pai que também tocou acordeão e cavaquinho.

O "Tonito" - era assim que lhe chamava a mãe - depois de terminar a escola primária, experimentou ainda um emprego na oficina de quinquilharias do "Caco" em Caldelas, desistindo pouco tempo depois. Sonhava com outros horizontes, assim, e apenas com 12 anos, rumou em direcção a Lisboa para casa dos primos. Começou a trabalhar como marçano, que não era o que desejava e alguns meses mais tarde conseguiu um trabalho num escritório. Na idade da tropa foi destacado para Angola. Cumpriu o serviço militar e logo depois partiu para Londres, onde tinha um irmão, o José. Começou a trabalhar como empregado de mesa.


Nasce o António Variações

Em 1976, quando faleceu o seu pai, regressou a Portugal, mas partiu de novo, mas desta vez para Amesterdão, Holanda, onde frequentou durante um ano um curso de cabeleireiro. Voltou a Lisboa para começar a exercer a sua nova profissão. Durante o dia trabalhava num salão de cabeleireiro e ã noite, juntamente com o grupo musical "Variações", dedicava-se à sua paixão de sempre a música. O nome "António Variações", provém do grupo com quem começou a cantar.


A Moda

O António era diferente, "estava-se nas tintas" para a moda, - a moda toma as pessoas todas iguais dizia ele. Tinha um gosto muito peculiar de se vestir, que alguns classificaram de sofisticado, excêntrico, extravagante e outros de ridículo, mas o António foi persistente, seguiu o seu próprio caminho e venceu, até que começou a ser imitado, hoje, qualquer um usa brincos e veste como ele vestia...


O estrelato

A sua primeira aparição em público, foi na feira popular de Lisboa, num programa da Rádio Renascença, com os UHF de Manuel António Ribeiro e que por sinal não foi nada promissora. O público "escandalizado" reagiu violentamente e foi o próprio AMR, que teve de o defender, da investida de objectos que eram arremessados para o palco...

Em 1978 assinou um contrato com a editora Valentim de Carvalho, mas só quatro anos mais tarde é que gravou o seu primeiro trabalho, "Povo que lavas no rio", um tema bem conhecido de Pedro Homem de Meio e imortalizado pela saudosa Amália . "Estou Além", é um outro tema da sua autoria. No ano seguinte, editou "Anjo da Guarda", que o catapultou definitivamente para o estrelato nacional.

Foi entregue à família, a titulo póstumo, um "disco de platina" referente ao trabalho" O melhor de António Variações", resultado da venda de mais de 40 mil exemplares, o qual nos foi orgulhosamente exibido pelo irmão Carolino.

No final de 2000, foi reeditado um novo CD. "Dar & Receber" com um tema inédito do António Variações, pensando-se ter esgotado assim, o seu legado vocal...


A família e os amigos

O António visitava regularmente a mãe e os amigos em Fiscal, a família era tudo. Não havia entrevista alguma que ele não falasse da mãe, dos irmãos e das irmãs. O António era o 5° filho, dos dez que a Deolinda de Jesus teve. Na sua terra natal, era sem vaidade nem vedetismo que se misturava com os amigos e conhecidos, que alguns o recordam hoje com imenso orgulho e saudade.

O trabalho, a doença e o fim

Apareceu em inúmeros programas de Televisão e da Rádio, mas foi no programa "A festa continua" do Júlio Isidro - do qual era também amigo e cliente da barbearia - que apareceu na TV pela última vez. Semanas mais tarde, o António foi internado no hospital Curry Cabral, com complicações que se agravaram vertiginosamente; "Broncopneumonia Bilateral Extensa", foi a doença que lhe foi diagnosticada e viria a falecer na madrugada do dia de Santo António, 13 de Junho de 1984. Tinha 39 anos e foi a primeira personalidade pública, que supostamente morreu de SIDA em Portugal.

No velório, na Basílica da Estrela em Lisboa, foram muitos que lhe quiseram prestar a última homenagem e o último adeus. Estiveram presentes, além de outros, os "Heróis do Mar", a Lena d'Água, a Maria da Fé e a sua grande amiga Amália Rodrigues, que com ele chegou a actuarem 1983 na Aula Magna da Universidade de Lisboa e tinha pelo António um carinho muito especial.

O corpo do António, está sepultado em Fiscal, Amares, sua terra natal, onde hoje continua a ser visitado por gente anónima, oriunda um pouco de todo o país.


O reconhecimento póstumo

Em Amares, existe uma rua com o seu nome. A Assembleia Municipal em deliberação camarária, por proposta da deputada Raquel Mendes e por unanimidade, deliberou homenagear o António Variações.

Foram levadas a efeito várias iniciativas, tais como festas populares, exposições, palestras, uma homenagem solene nos Paços do Concelho e para perpetuar o artista, foi mandada erigir em Fiscal, uma estátua em bronze com a sua efígie.

(*) in: Terras do Homem

segunda-feira, maio 22, 2006

António Manuel Ribeiro - UHF - Entrevista


"Mal vai um país, que exuma os seus mortos para se sentir vivo."


Ultrapassou já “ligeiramente” o meio século de idade, nasceu em Almada, na margem sul do Tejo e é o vocalista do mais antigo grupo de Rock português, os UHF, banda, a qual fundou em 1978, juntamente com mais 3 rapazes com vontade de vingar na música: O Américo Manuel (bateria), Carlos Peres (viola-baixo), Renato Gomes (Guitarra) e António Manuel Ribeiro (voz e guitarra).

O primeiro concerto dos UHF foi no dia 20 de Novembro de 1978. No ano a seguir, os UHF já percorriam o país inteiro, chegando mesmo a fazer a primeira parte dos concertos de Dr. Feelgood e Elvis Costello.
















  • - Entrevista de Manuel Araújo em Maio 2006




P — Quantas dezenas de discos já gravaram?

R – Não sei ao certo, mas são muitos, prata, ouro e platina, e a caminho do primeiro milhão. Só no ano passado, por causa do campeonato ganho pelo meu clube, o hino “Sou Benfica” disparou nas vendas e foi um ouro e quatro platinas.

P — O teu último livro foi “Cavalos de Corrida – A Poética dos UHF”. Quantos já publicaste e onde se podem adquirir?

R – Este é o meu terceiro livro, depois de “Todas As faxes de Um Rosto” (2002) e “Se o Amor Fosse Azul que Faríamos Nós da Noite?” (2003). Estão à venda em todas as livrarias ou através da loja virtual do site dos UHF www.uhfrock.com.

P — Quais os trabalhos musicais mais recentes?

R – No ano passado lançámos o CD “Há Rock no Cais”, donde saiu o mega sucesso “Matas-me Com o Teu Olhar”. Este mesmo CD será reeditado no final de Maio em formato duplo. O novo single chama-se “Apetece Namorar Contigo em Lisboa”.

P — Projectos imediatos?

R – Estamos a preparar uma surpresa em disco por causa do Benfica e já estamos em digressão. A 18 de Junho, estaremos, por exemplo, em Paris. De resto a agenda está sempre actualizada no nosso site. Nos concertos dos Coliseus iremos gravar o nosso primeiro DVD ao vivo.

P — Os espectáculos mais esperados do ano são nos Coliseus de Lisboa e Porto – Quais as datas e locais, da venda de bilhetes?

R – Iremos fechar a digressão do verão 2006 nos Coliseus de Lisboa (23 de Setembro) e Porto (5 de Outubro). Os bilhetes estão à venda nos locais habituais, no site da FNAC Portugal e noutras lojas virtuais. Os nossos fãs, que fazem parte do Clube, terão um acesso especial, mais barato.

P — O arranque da digressão 2006 já começou... queres falar um pouco dela?

R – Até agora só demos três concertos: Lisboa (para o mundo via RDP Antena Um), Braga e São João da Pesqueira. Em Braga, no dia 21 de Abril, sob um a chuva copiosa ninguém arredou pé. Isso marcou-me, assim como um sinal para a rodagem de repertório que iremos fazer até aos Coliseus.

P — Qual a música e o espectáculo mais importante da tua carreira?

R – Não há. As coisas não são assim. Estou a caminho dos 28 anos de carreira. Não há um concerto, são muitos e muito bons. Com quase 300 canções escritas já não sei isolar uma apenas.

P — O que pensas do actual panorama da música portuguesa?

R – Não penso grande coisa, mas eu também não sou nem um alinhado nem um pedinte – não sou politicamente correcto. Como em quase tudo no nosso país, se as coisas estão mal, os autores somos nó, falando de uma perspectiva interna. Externamente estamos a sofrer com a nova era da pirataria informática, como em todo o mundo. Para um mercado curto e frágil tudo se torna mais difícil.

P — O que se ouve na rádio em Portugal?

R – Vou usar uma expressão do dia a dia: a rádio está uma chatice. Estamos na era dos consultores externos (leia-se estrangeiros) que impõem uma programação feita de canções com 10, 15 e até 30 anos. As novidades de hoje andam escondidas. Tudo isto é demasiado cómico se não fosse demasiado sério.

P — A aplicação da nova Lei, que obriga as rádios a passar mais música portuguesa, já se faz sentir?

R – Não faço a mínima ideia. Pessoalmente não sinto esse crescendo. E é muito estúpido n o país Portugal ter de haver uma lei para se ouvir música feita pelos nativos. Em Portugal andamos assim, a recuar, com medo, sem desígnio.

P — A Música em Portugal é apoiada por alguma instituição?

R – Não, nem tem que ser. A música é um produto, inserido numa indústria, representa a cultura de cada tempo e deve ter livre acesso à divulgação: foi para isso que se inventou a rádio. Já agora, para nos rirmos um pouco: que tal os noticiários passarem as notícias do passado e os anúncios serem do outro século?

P — A repressão, ultimamente efectuada pela Polícia Judiciária, contra os “piratas dos downloads” de música, irá traduzir-se no aumento de vendas?

R – Não sei, penso que não. O problema português e á falta de dinheiro para comprar o chamado “produto cultural”. É a diferença entra os visitantes de uma FNAC em Paris que andam com um cabaz às compras e uma FNAC de Lisboa com pessoas a ouvir e a lerem de borla de uma forma continuada. A actuação da PJ sobre a pirataria dos downloads vai no seguimento daquilo que há muito se faz no resto do mundo civilizado.

P — Não serão os 21% do IVA, que torna o valor do CD impeditivo para muitas bolsas e “ajuda” a fomentar a “pirataria”?

R – Para um país de tantas fragilidades culturais, era bom o governo percebesse que o disco não é um produto diferente do livro, apesar do primeiro ter um IVA de 21% e o segundo de 5%. Não se geram mais receitas em impostos: geram-se novos esquemas para obter o disco sem pagar nada aos autores, aos artistas e… pasme-se, ao Estado. É uma questão básica e primária.

P — Na perspectiva do comprador, valerá a pena comprar um CD novo, se passados uns dias em “promoções”, se pode adquirir esse mesmo CD, a metade do preço?

R – Escrevi sobre essa matéria há um mês no blogue Canal Maldito, provocando a ira dos pequenos patrões da nossa indústria musical. Vivem com um sonho: pode ser que pegue e se pegar, pagam. Volta Eça de Queirós, o país continua saloio.

P — Sei que privaste como poucos, com o meu vizinho António Variações, com a sua inexperiência, extravagância e timidez e também o seu primeiro espectáculo público na Feira Popular, que parece não ter corrido muito bem... Tantas estorias, que ficaram certamente por contar... e não as soubeste ou quiseste “humanamente” aproveitar... Queres desvendar um pouco quem foi o verdadeiro António Variações e o porquê do “boom Variações”, passados todos este anos após a sua morte?

R – Numa canção que gravei em 93 escrevi: “O bom poeta / é um homem morto / tudo lhe presta / e dói-lhe pouco.” E podia ficar por aqui. Mas acrescento: todos os dias em todo o mundo se procuram soluções para vender discos. Portugal não foge à regra. Sobre o António pouco me apetece dizer. Estive lá, estive com ele, lançámo-lo, defendi-o, bebemos copos na noite de Lisboa. O que fazem agora da sua obra secundária e da sua imagem não comento. Mal vai um país que exuma os seus mortos para se sentir vivo.

P — Para terminar, uma palavra para os milhares de fãs dos UHF espalhados por todo o Mundo?

R – Espero que nos possamos encontrar em breve, aí ou aqui, e que juntos façamos a festa que a música representa.

Em Amares e Vila Verde — Clix acusada de enganar clientes

O "APAGÃO da CLIX" em Amares e Vila Verde

Clientes acusam empresa de publicidade enganosa no Vale do Homem



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sábado, abril 15, 2006

Fernando Pessa - Teria hoje 104 anos


Manuel Araújo

Fernando Pessa, nasceu em Aveiro a 15 de Abril de 1902, teria hoje 104 anos de idade.

Ele foi, o mais velho jornalista do mundo em actividade e morreu duas semanas depois de ter completado cem anos de idade, no Hospital Curry Cabral, em Lisboa.

Tive o prazer de o conhecer e entrevistar pessoalmente no seu apartamento, numa tarde de Fevereiro no ano 2000, onde confessou, gostar muito de “garotas, de cavalos, de bicicletas, mas acima de tudo, uma grande paixão pela vida”. Disse também, que o segredo da sua longevidade se devia ao facto de ter "deixado de fumar e caminhar muito a pé e de bicicleta".

Após essa entrevista, que jamais esquecerei, falávamos frequentemente ao telefone e no dia do seu centésimo aniversário, já no hospital, falei com ele e felicitei-o pela última vez. A voz, era já trémula e sem o vigor que lhe era característico, mas o humor e a vontade de viver, era a habitual e não o abandonara.

— “isto está mau, mas creio que ainda não vou desta...” — disse-me gracejando.


Desta vez enganou-se, pois a vida abandonou-o, eram seis horas da manhã, de uma segunda feira, 29 de Abril de 2002.

Duas semanas depois, de ter comemorado o seu 100º aniversário no hospital com os amigos mais próximos, morria o decano dos jornalistas portugueses.

Com ele, morria também, a célebre expressão, “E esta, hein?”, que todos ainda recordarão e que marcou a sua carreira na televisão, surgiu como substituto dos palavrões que por vezes tinha vontade de dizer, quando nas suas reportagens denunciava situações menos agradáveis.

terça-feira, abril 11, 2006

Vila Verde - Canil sobrelotado

Associação lança apelos à sociedade para não abandonar animais em tempo de férias

O canil da Associação para a Defesa dos Animais de Vila Verde sofre de sobrelotação. O espaço está a “rebentar pelas costuras”, refere a presidente da associação, Argentina Mota Vieira, que aguarda “ansiosamente” a transferência das instalações para Lanhas, onde já arrancou a construção do novo canil.

O espaço improvisado para acolhimento de cães em Vila Verde já deixou de ter capacidade para acolher mais animais. A Associação de defesa dos Animais e Ambiente lamenta o facto de não poder acolher mais animais, mesmo perante as pressões da sociedade civil que aponta a existência de inúmeros animais ‘vadios’ dispersos pelas ruas da vila (conforme noticia o Jornal Terras do Homem na edição anterior).
Argentina Mota Vieira revela a sua incapacidade para dar uma resposta mais eficaz e dignificante, “por mais que custe ver os animais abandonados”. E revela que “a associação não abate os animais. Morrem ali de velhos, mesmo que se trate de animais com deficiência (coxos e cegos)”.

A Associação lança, por isso, um apelo à sociedade civil. Um apelo “à responsabilização dos donos, ao não abandono, em especial em época de férias”. Em simultâneo, incentiva à “adopção. Temos aqui cães lindíssimos, de várias raças, para oferecer”.

As ajudas também podem ser em géneros. A associação pede a entrega de alimentos e de cobertores, “para garantir melhores condições para os animais ali existentes”. A associação está, ainda, a pedir fundos para a aquisição de uma máquina de lavar roupa.
Entretanto, a Associação de Defesa dos Animais e Ambiente de Vila Verde está a aceitar a inscrição de novos sócios e colaboradores.

Enquanto isso, seguem as obras de construção do novo canil em Lanhas, na Quinta do Penedo. “Ali vamos ter maior capacidade para acolher animais, dotado de todas as condições e espaços condignos”, revela Argentina Mota Vieira.

in Terras do Homem








Estas, são apenas algumas fotos ilustrativas, das mais variadas raças que se podem encontrar no Canil de Vila Verde.




Que crime cometeram para serem sentenciados à “PRISÃO PERPÉTUA”?

Enjaulados, tristes e em espaços exíguos, animais cegos e semi-cegos, coxos, crias lindas de várias raças, mas sem futuro, são animais já velhos em fase terminal, mas que morrem naturalmente.

Aqui, nenhum animal é abatido, aguardam todos, dia após dia, que alguém lhes ofereça a liberdade e um lar... são saudaveis e há animais para todos os gostos.

"Comute-lhe a pena", leve um consigo. Poupe-o da sentença da “Prisão Perpétua”.

Faça-lhe uma visita, ficasm junto à GNR, no horto da Câmara Municipal de Vila Verde - Braga.

Amares - Denúncia de maus-tratos na empresa


Funcionária suspensa queixa-se de actos ilegais em fábrica de Amares

Intimidação, maus-tratos psicológicos e pressão laboral são relatos que uma funcionária denuncia serem “frequentes” na empresa Intipor (ex Calida), sedeada em Figueiredo, Amares. O último episódio teve lugar no dia 15 de Março, quando Sandra Magalhães foi suspensa da empresa e lhe foi instaurado um processo disciplinar.
Sandra Magalhães relata uma série de actos pretensamente ilegais e atropelos aos direitos dos trabalhadores da empresa, apontando o dedo ao empresário Mário Gonçalves. Fala de referências menos abonatórias às trabalhadoras e alegadas pressões psicológicas para aumentar os níveis de produção, para além de ‘impropérios’ através da instalação sonora na empresa.

O processo de suspensão da empresa teve lugar no passado dia 15 de Março, após um conflito em torno da utilização do tempo gasto na casa-de-banho, por seis funcionárias. O empresário não terá gostado da situação e – segundo relato de Sandra Magalhães – terá ido “à instalação sonora da empresa e disse que as casas de banho passavam a estar fechadas”.
De imediato, Sandra Magalhães e a sua colega - “a Marisete” - dirigiram-se ao patrão e retorquiram: “o senhor não pode fechar as casas de banho”. Acto contínuo, o empresário ordenou que largassem o trabalho e fossem ao escritório. E terá acrescentado que eram “as pestes” dentro da empresa.
No escritório, perante as duas chefes, Mário Gonçalves – que, contactado pelo Terras do Homem, recusou prestar quaisquer comentários sobre o assunto – terá mostrado a ‘fraca’ produção das funcionárias e ordenado a suspensão.

Inspecção do trabalho

Insatisfeita com o sucedido, a funcionária dirigiu-se, no dia seguinte, à Inspecção do Trabalho (IT). Como não existia qualquer prova documental de que estaria suspensa, foi aconselhada a apresentar-se ao trabalho no dia seguinte.
Assim, na sexta-feira, dia 17 de Março, voltou a dirigir-se às instalações da empresa. Foi, então, “impedida” de retomar funções, sob o argumento de que estava suspensa. Exigiu, então, uma declaração nesse sentido, mas foi-lhe negada.
Pressionada, entrou em “crise nervosa” e dirigiu-se para o carro, estacionado no parque de estacionamento da empresa. A crise nervosa em que se encontrava impediu-a de sair do local. Teve que pedir socorro à família e acabou por ser removida do local na ambulância da Cruz Vermelha de Amares.
“Não houve uma única pessoa da empresa que me auxiliasse”, recorda Sandra Magalhães, que promete levar o caso “até às últimas consequências”. E promete novas revelações.

in Terras do Homem

OS ANIMAIS DE AMARES ESTÃO ABANDONADOS

Constituição de Associação dos Amigos dos Animais de Amares em estudo
Está elaborado, o Estatuto da Associação dos Amigos dos Animais de Amares, e pronto para ser discutido e aprovado.

Só assim, podermos ser constituídos legalmente como Associação para poder fiscalizar o exacto cumprimento das leis e regulamentos que proíbem e punem os maus tratos aos animais solicitando, para esse efeito, das autoridades superiores policiais, ou quaisquer outras, o auxílio que seja necessário.

A Associação de Amigos dos Animais de Amares será uma associação sem fins lucrativos, e terá como objectivo a defesa e protecção dos animais abandonados e maltratados.

O seu objectivo é melhorar por todas as formas ao seu alcance, as condições de vida dos animais, empregando entre outros, os seguintes meios:

- Solicitar das autoridades a adopção de todas as medidas que visem impedir e reprimir tudo quanto represente crueldade para com os animais;

- Fiscalizar o exacto cumprimento das leis e regulamentos que proíbem e punem os maus tratos a animais solicitando, para esse efeito, das autoridades superiores policiais, ou quaisquer outras, o auxílio que seja necessário;

- Exercer os direitos de parte principal ou de assistente dos sócios em quaisquer processes jurídicos respeitantes a animais;

- Instituir e manter serviços de assistência permanente aos animais;

- Contrariar por todos os meios legais a realização de espectáculos, exibições ou actos em que manifestamente se verifique a prática de crueldades ou violências desnecessárias aos animais;

- Realizar a propaganda dos fins e objectivos da Associação através dos meios de comunicação social locais ou por qualquer outros processos;

- Apresentar a consideração das Autoridades Administrativas, projectos ou pareceres julgados de interesse para a causa zoófila e bem assim promover ou auxiliar a realização de congressos de instituições congéneres e de beneficência onde possam ser tratados assuntos de reconhecido valor para a missão a que se consagra;

- Exercer a protecção directa ou indirecta aos animais por todos os demais meios ao seu alcance e dispor, a fim de cumprir cabalmente os seus fins.


Diga-nos o que pensa sobre este acção.

Se está de acordo e se pretende aderir ao Grupo de Amigos dos Animais, deixe o seu contacto.

A sua colaboração é importante, por isso, junte-se a nós e traga mais um amigo.
OS ANIMAIS DE AMARES ESTÃO ABANDONADOS


Associação de Amigos dos Animais de Amares

Email: araujo@manuelaraujo.pt

segunda-feira, abril 10, 2006

FEJ exige respeito pelo sigilo profissional em Portugal


A Assembleia Anual da Federação Europeia de Jornalistas (FEJ), reunida em Bled de 7 a 9 de Abril, aprovou por unanimidade uma moção em que manifesta o seu repúdio pelos excessos policiais contra os dois jornalistas do “24 Horas”, no âmbito do caso “Envelope 9”, e exige das autoridades portuguesas o respeito pelo segredo profissional dos jornalistas.
A moção, apresentada pelo Sindicato dos Jornalistas (SJ), protesta contra a atitude do poder judicial português que “põe em causa a protecção do segredo profissional do jornalista”, do qual deve ser o garante, e apela ao Comité Executivo da FEJ para que se junte aos jornalistas portugueses na exigência para que as autoridades ponham fim à perseguição dos profissionais do “24 Horas” e devolvam os materiais que lhes apreenderam.

O documento insta ainda todos os associados da FEJ
a manifestar a sua “solidariedade com os colegas portugueses enviando mensagens à Assembleia da República, a fim de que os deputados façam respeitar a protecção das fontes de informação consagrada na lei”
.

domingo, abril 02, 2006

José Cid- os 30‰ que obrigam as rádios a passar, deviam ser para os estranjeiros !


Foi
numa esplanada de uma praia do norte de Portugal, numa tarde do fim de Fevereiro, o sol já pálido, sem calor e que começava esconder-se no horizonte, que me encontrei com o “Zé”. O vento intenso, fazia-se sentir de norte e era cortante, a entrevista tinha de ser rápida... A conversa foi amigável como sempre, mas desta vez, breve e incisiva, pois o “tempo era curto”, a hora de mais um espectáculo aproximava-se...



Manuel Araújo

Zé, quantos anos já tens de carreira? Lembras-te ainda onde foi o teu primeiro espetáculo?
Foi no Jardim da Manga, em Coimbra, no ano de 1956. Tinha 14 anos. Faz as contas... (risos)


Quantos trabalhos já tens publicados?
Olha, desde 1967... tem sido um por ano. Faz as contas... :)


Qual a música e o espetáculo mais importante da tua carreira?
Sem dúvida, a música é “10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte”. Já o espetáculo mais importante foi no Anfiteatro Doca, na EXPO 98.


O que pensas do atual panorama da música portuguesa?
Não penso!


A aplicação da nova lei que obriga as rádios a passar mais música portuguesa já se faz sentir?
Os 30% que obrigam as rádios a passar deviam ser para os estrangeiros!


Hoje, o que se ouve na rádio?
Ouve-se o bom e o mau, mas pouco português.


A “Febre de Sábado” na RTP, do Júlio Isidro, segundo informações recentes, vai continuar. Que pensas sobre o programa?
Devia haver um por semana.


Em Portugal, o acesso à música é fácil?
Para os mais jovens, não. Já os mais velhos estão “proibidos”.


Vocês, músicos, são apoiados pelo Governo ou alguma outra instituição?
Deixa-me rir... isso só em Espanha!


Já atuaste na Suíça?
Muitas vezes e fui sempre bem recebido. Espero voltar. Quando quiserem... tanto em terras helvéticas, como em Braga, Amares ou Elvas. Onde e quando quiserem... (risos)


De que forma as Associações e Comissões de Festas te poderão contactar?
Através do teu site, “www.manuel-araujo.com/vozesdopalco/”, do meu, http://www.josecid.com, pelo e-mail concertos@josecid.com ou, simplesmente, contactem a vossa revista.


Uma palavra aos nossos “portugueses/suíços”?
Adoro-vos e obrigado pelo apoio que me têm dado...

Biografia resumida

Nasceu na Chamusca a 4 de Fevereiro de 1942. A fama chegou-lhe inicialmente através da sua participação como teclista e vocalista no Quarteto 1111, onde obteve grande êxito com a canção “A lenda de El-Rei D. Sebastião”. Esta canção, inovadora para a época, apresentava sons diferentes daqueles a que o público estava habituado, com reflexos psicadélicos. Ainda com o quarteto, concorreu ao festival da canção de 1968, com “Balada para D. Inês”.


Em 1973, a banda adopta o nome Green Windows, numa tentativa de internacionalização.


Uma das suas composições mais conhecidas, “Ontem, Hoje e Amanhã”, recebe o prémio “outstanding composition” no Festival Yamaha de Tóquio, em 1975, deixando para trás nomes como Elton John ou os espanhóis Aguaviva.


Em 1978 publica o álbum “10000 depois entre Vénus e Marte”, um marco na história do rock progressivo, e que vem a obter mais tarde reconhecimento a nível internacional.


José Cid concorreu ao Festival da Canção de 1978 com três composições, alcançando o 2º lugar com “O meu piano”. Em 1980, com a canção “Um grande, grande amor”, vence este certame com 93 pontos.


No eurofestival da canção de 1980, José Cid conquista um honroso 7º lugar com 80 pontos entre 19 concorrentes.


É o autor de outros grandes êxitos, como “Olá vampiro bom”, “A Rosa que te dei”, “Como o macaco gosta de banana”, “Mosca Superstar” ou “Cai neve em Nova York”.
É monárquico e vive actualmente na Anadia.