sábado, julho 29, 2006

“Acusada de raptar a mãe” — novos dados irão ser revelados

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Sob o título, “Acusada de raptar a mãe”, foi o alerta dado pelo jornal Terras do Homem, de um caso grave de alegados maus-tratos, de contornos ainda não totalmente esclarecidos...

A empregada que cuidou da senhora antes de ser internada, vai quebrar o silêncio e quer dizer tudo, — “nem à filha, contei tudo que lá se passava...” — afirmou.

A filha, acusada de rapto pelo pai, está preocupada, pois ele visita diariamente o local onde a enferma recupera, mas — “ nunca a visita, o que é estranho...” — afirma.

A mãe recuperou e está prestes a ter alta e a Cecília teme o pior, se ela regressar a casa para junto do pai, por isso, segunda feira, vai junto do Tribunal de Amares, accionar uma Providência Cautelar, para que a mãe seja entregue à guarda da Segurança Social, em local seguro.

Este, foi um caso que apaixonou a opinião pública na região, pois —"ninguém imaginava que isto, se pudesse passar na quinta do Sr. Silva"— dizem os vizinhos.

Nas últimas horas, vários órgãos da Comunicação Social, contactaram a filha Cecília Silva e o marido, e novos dados irão ser revelados brevemente.

Na próxima na terça feira, estarão no programa da Fátima na SIC.

Manuel Araújo

sexta-feira, julho 21, 2006

O “Canil" que falta em Amares

Manuel Araújo


Escrevi aqui e não só, de que um grupo restrito de pessoas, tinha na forja a constituição de uma “Associação dos Amigos dos Animais de Amares”.
Como sendo um dos “promotores” dessa iniciativa, cumpre-me informar, que após esse impacto inicial na comunicação social, fui contactado por diversas pessoas bem intencionadas, que me deram o seu apoio moral, mas não passou disso mesmo...

Excepção feita à Associação dos Amigos dos Animais de Vila Verde, na pessoa da sua presidente Sra. Argentina, se prontificou numa fase inicial, em nos apoiar, tanto a nível burocrático, como a nível médico, disponibilizando o seu Veterinário.

Lamento, que não houvesse maior interesse e envolvimento das populações de Amares, para em conjunto, tentarmos minimizar um problema, que a todos diz respeito.

Como é do conhecimento geral, a maior quota-parte das responsabilidades, vai directamente para a Câmara Municipal e para quem a geriu durante décadas, até aos dias de hoje.

Sabe-se que as Câmaras Municipais, são obrigadas por lei, a solucionar estes problemas e a zelar pela segurança e pela saúde pública dos seus munícipes.


Aqui em Amares e também um pouco por todas as freguesias do concelho, mas em especial em Caldelas, são cada vez mais os cães abandonados, alguns com aspecto miserável e chaguento, que constituem um potencial perigo para a segurança e para saúde pública das populações.

As pessoas quando se cruzam com eles, nos passeios, na rua, na entrada de Pensões, de Talhos e Restaurantes, reagem invariavelmente. Uns cuidam-nos e alimentam-nos, outros afugentam-nos, espancam-nos, ou envenenam-nos, como se fossem os pobres animais culpados da sua má sorte.
Essas pessoas, deveriam ser denunciadas às autoridades e também à Sociedade Protectora dos Animais.

Estamos no século XXI, mas Amares em relação à preocupação com a protecção dos animais, parece estar ainda na Idade Média.

Aparentemente nada é feito, apenas durante as eleições, falam-nos, de que existem "contactos", "acordos", "protocolos" e sei lá que mais, com os municípios vizinhos, para um entendimento conjunto, com a finalidade de minimizar este "cancro", mas na realidade nada acontece.

O problema persiste e agrava-se ano após ano, pensem nisso...

quinta-feira, julho 06, 2006

O Canil que falta em Amares

O Canil que falta em Amares



Manuel Araújo


Escrevi aqui e não só, de que um grupo restrito de pessoas, tinha na forja a constituição de uma “Associação dos Amigos dos Animais de Amares”.
Como sendo um dos “promotores” dessa iniciativa, cumpre-me informar, que após esse impacto inicial na comunicação social, fui contactado por diversas pessoas bem intencionadas, que me deram o seu apoio moral, mas não passou disso mesmo...

Excepção feita à Associação dos Amigos dos Animais de Vila Verde, na pessoa da sua presidente Sra. Argentina, se prontificou numa fase inicial, em nos apoiar, tanto a nível burocrático, como a nível médico, disponibilizando o seu Veterinário.

Lamento, que não houvesse maior interesse e envolvimento das populações de Amares, para em conjunto, tentar-mos minimizar um problema, que a todos diz respeito.

Como é do conhecimento geral, a maior quota-parte das responsabilidades, vai directamente para a Câmara Municipal e para quem a geriu durante décadas, até aos dias de hoje. Sabe-se que as Câmaras Municipais, são obrigadas por lei, a solucionar estes problemas e zelar pela segurança e pela saúde pública dos seus munícipes.

Aqui em Amares e também um pouco por todas as freguesias do concelho, mas em especial em Caldelas, são cada vez mais os cães abandonados, alguns com aspecto miserável e chaguento, que constituem um potencial perigo para a segurança e para saúde pública das populações.

As pessoas quando se cruzam com eles, nos passeios, na rua, na entrada de Pensões, de Talhos e Restaurantes, reagem invariavelmente. Uns cuidam-nos e alimentam-nos, outros afugentam-nos, espancam-nos, ou envenenam-nos, como se fossem os pobres animais culpados da sua má sorte.
Essas pessoas, deveriam ser denunciadas às autoridades e também à Sociedade Protectora dos Animais.

Estamos no século XXI, mas Amares em relação à preocupação com a protecção dos animais, parece estar ainda na Idade Média.
Aparentemente nada é feito, apenas durante as eleições, falam-nos, de que existem "contactos", "acordos", "protocolos" e sei lá que mais, com os municípios vizinhos, para um entendimento conjunto, com a finalidade de minimizar este "cancro", mas na realidade nada acontece.

O problema persiste e agrava-se ano após ano, pensem nisso... cães





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sábado, julho 01, 2006

"Que se lixe... pecar é tão bom..."

No Lusitano de Zurique ...

Entre VIPs, amnésia ou Alzheimer, um “pasquim” generalista, apartidário, laico, livre e grátis, num jantar de confraternização, em que convidados dizem ir e não vão, doses nostálgicas e aventuras de loucos, existe uma Associação, que irá ser acusada pela extinção de uma espécie rara. Houve unanimidade quando foi afirmado que “tamanho não é qualidade” e, já mesmo no fim do repasto, a exclamação que ninguém esperava, mas todos concordaram: que se lixe... pecar é tão bom!

  • Manuel Araújo (1

Convidados

O Centro Lusitano de Zurique convidou algumas individualidades para um jantar de confraternização. Duas vieram de Portugal.

Orlando Dias Agudo, nosso colaborador, jornalista da RTP aposentado, de reconhecido mérito, conhecido em todo o mundo e que, além disso, escreve muito bem — inclusive poemas cantados por vários intérpretes da Lusofonia, embora poucos saibam disso — foi um dos convidados.

Pontual e religiosamente, todos os meses, ele nunca falha com as suas crónicas, “Nós por cá”, sempre atuais, lúcidas, ácidas e, por vezes, acintosas, bem ao gosto dos nossos leitores.


Amnésia ou Alzheimer?

Quanto à segunda “personalidade” (1), ninguém entende por que foi convidada. Afinal, o indivíduo não canta, não declama, não é ator, não dança, não é “marioneta”, nem “malabarista”, nem “poeta”; não tem “negócios”, nem qualidades oratórias e, tampouco, é “íntimo” de políticos ou deputados. E... “não sabe escrever”, porque se “soubesse”... bom, adiante! (2)

É acusado por “sumidades” de ser — “uma inutilidade, um amador” — opinião que humildemente e democraticamente aceita...

Nas sociedades modernas, são cada vez mais frequentes os casos de doenças neurológicas. A Suíça não foge à regra, e sabe-se que “alguns” dos nossos portugueses podem já estar a sofrer dessas maleitas. Assim sendo, aconselho vivamente os críticos “iluminados” a procurarem saber mais sobre amnésia e Alzheimer.

É uma “doença” terrível... dá para “esquecer” TUDO. É de lamentar profundamente...


O “Pasquim”

Quanto à revista, que “alguns” apelidam de “pasquim”, reconheço que poderia ser diferente, mas, dadas as circunstâncias, é o que é... E, mesmo assim, no seu género, não tem concorrentes: generalista, apartidária, laica, livre e grátis! — “boa demais para ser dada à porta das igrejas” — referiu um “expert”, enaltecendo a sua qualidade.

Creio que assim irá continuar, até que a direção entenda o contrário. O — “amador inútil” — tudo fará ao seu alcance para fazê-la crescer, difundir, valorizar, transformar e incrementar a qualidade, tanto a nível gráfico como de conteúdos.


Orelhas a arder

Foi sentida a ausência de algumas pessoas, as quais muito estimo e que estão no rol dos meus amigos, que por “motivos de força maior”, à última hora, “roeram a corda”. Acredito que naquela noite, aquelas orelhas deviam estar a arder... e muito. Bem feito!


Nostalgia

A minha curta estadia na Suíça deu ainda para rever alguns velhos amigos e amigas. Muitos ficaram ainda por visitar, mas, em alguns casos, usei o telefone para colmatar a ausência física e atenuar a saudade. São esses que, em Portugal, me fazem recordar a Suíça.

À medida que a nossa visita progredia, um sentimento estranho, nostálgico, apoderou-se de mim. Mentalmente, passei em “revista” todos os anos ali vividos: os locais, pessoas, situações, cheiros, os bons e os maus momentos das duas décadas que ali “gastei”... Gostei de rever, mais uma vez, a Suíça. Mas, muito mais, gostei de rever as pessoas.

Perdoa-me, oh Helvétia... mas Portugal é Portugal...


Aventura

Como já referi, tive o prazer de acompanhar todos os passos do meu “velho” amigo Orlando Dias Agudo.

Para ele, representou apenas mais uma visita rotineira às nossas Comunidades, mais uma viagem... mas notei que esta experiência, em Zurique, foi diversa.

Já no avião, na viagem de regresso a Lisboa, um dos temas de conversa foi a aventura da visita às quedas de Schafhausen, a “Rheinfal”, efetuada na companhia do “insano” Pedro Nogueira.

Estava uma tarde de chuva torrencial. A descida era própria para loucos: chuva, vento, pouca visibilidade, degraus escorregadios... mas lá fomos! No final da visita, demos o “braço a torcer” e admitimos que valeu a pena a “encharcadela”. Foi realmente maravilhoso, lindíssimo. Queixamo-nos de São Pedro por não ter colaborado... Sei que podíamos ter metido uma “cunhazita” na noite anterior, mas o seu “representante” já se tinha ausentado...


A extinção da espécie

Outro dos temas que não podia passar ao lado foi o — “excesso” — gastronómico dos pratos de bacalhau servidos no CLZ.

— “Aquilo foi, certamente, uma exceção” — comentámos. — “Pois, se servem sempre assim, essa Associação irá ser uma das principais culpadas pela extinção da espécie” — disse alguém sentado ao meu lado.

A abundante variedade de sobremesas, executadas com primor pelas esposas de alguns associados, estavam apetitosas, de fazer crescer água na boca. Mas não eram muito aconselháveis aos “controladores das balanças”, nem aos seguidores da “silhueta perfeita” e dos gulosos “redondinhos”.


“Tamanho não é qualidade”

Diz o povo que — “tamanho não é qualidade” — mas, aqui, no que se refere ao repasto, o provérbio falhou redondamente, pois era tudo tamanho “XXL” e uma delícia. Recomenda-se uma visita ao CLZ.


“Que se lixe... pecar é tão bom!”

Atrevo-me a dizer que, nessa noite, a Gula — “pecado” para alguns católicos — imperou, e o “pecado” foi ignorado. Fez-se da lei “tábua rasa” e, por isso, para os “gulosos”, alguns lugares estão já reservados no “inferno”.

— “Que se lixe... pecar é tão bom!” — disse alguém que me recuso a identificar...


Obrigado!

A nossa estadia em Zurique e a vossa amigável hospitalidade foram excelentes, e quero agradecer-vos.

Não houve muito tempo para falar com todos os membros da direção, nem sobre o Futebol, nem sobre o Rancho. Houveram conversas inacabadas... e a saída foi precipitada, sem despedidas. Desculpem-me.

Para terminar, uma palavra de apreço aos obreiros da cozinha, do serviço de mesa e a toda a equipa, que fizeram tudo o que lhes foi possível para bem servir.

À direção e aos seus familiares, particularmente ao Pedro Nogueira, que se “multiplica” para que o CLZ continue no rumo que considera certo, desejo-vos, tanto a título pessoal como profissional, os maiores êxitos.

Muito obrigado!


Notas:
(1) Jornalista freelancer, possuidor da Carteira Profissional de Jornalista nº 4365 e da International Press Card nº 3955.
(2) Vai tentar “aprender” e depois contar “estórias”...